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2 apoftegmas

Abade Isaque Tebano

1

Certa vez o Abade Isaque Tebano foi a um cenóbio; viu um irmão que cometia uma falta, e condenou-o. Quando, porém, voltou para o deserto, apareceu um anjo do Senhor, que se colocou em pé diante da porta da cela dele, dizendo: “Não te deixo entrar”. O ancião perguntou: “Por que motivo?” Respondeu o anjo: “Deus enviou-me, dizendo-me: ‘Pergunta-lhe: Onde mandas que eu atire o irmão delinquente que julgaste?’” Logo o ancião, arrependido, se prostrou, dizendo: “Pequei, perdoa-me”. E o anjo respondeu: “Levanta-te; Deus te perdoou. Para o futuro, porém, guarda-te de julgar alguém antes que Deus o julgue”.

2

Do Abade Apolo diziam que tinha um discípulo de nome Isaque, sumamente exercitado em toda obra boa, o qual adquiriu o recolhimento da oblação santa (1). Todas as vezes que saía para a igreja, não permitia que alguém fosse em sua companhia. Dizia habitualmente que todas as coisas boas devem ser feitas em seu tempo próprio, pois “há um tempo apto para todo empreendimento” (2). Quando terminava a liturgia, procurava chegar à cela como alguém que é perseguido pelo fogo. Muitas vezes, depois do Ofício, dava-se aos irmãos um pãozinho com um cálice de vinho; ele, porém, não o aceitava, não que rejeitasse a dádiva dos irmãos, mas porque queria conservar o recolhimento da liturgia (3). Ora aconteceu que ele foi prostrado por uma doença. Ao ouvir isto, os irmãos foram visitá-lo; e, tendo-se sentado, perguntaram-lhe: “Abade Isaque, por que é que depois da liturgia foges aos irmãos?” Respondeu-lhes: “Não fujo aos irmãos, mas às artes malignas dos demônios. Pois se alguém que tem nas mãos um candeeiro, fica por muito tempo ao ar livre, o candeeiro se apaga. Assim também nós,, depois de termos sido iluminados pela oblação sagrada, se nos demoramos fora da cela, escurece-se a nossa mente”. – Tal era o gênero de vida do santo Abade Isaque.