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Novo Testamento

Segunda Epístola de S. Pedro

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1

Ora, assim como no povo (de Israel) houve falsos profetas, do mesmo modo haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão seitas perniciosas e que, renegando àquele Senhor que os resgatou, atrairão sobre si mesmos uma pronta ruína.

2

Muitos seguirão as suas dissoluções, por causa dos quais será blasfemado o caminho da verdade.

3

Por cobiça, com palavras fingidas, farão negócio de vós, mas a sua condenação já desde há muito (pronunciada na pessoa de outros culpados) não repousa e a sua perdição não dorme.

4

Em realidade, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, precipitados no Tártaro, os entregou às cadeias das trevas para serem reservados até ao juízo (final);

5

se não perdoou ao mundo antigo, mas sòmente salvou oito pessoas, incluindo Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;

6

se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e de Gomorra, reduzindo-as a cinzas, para servir de exemplo àqueles que venham a viver impiamente;

7

se, enfim, livrou o justo Loth, que se afligia pelo viver luxurioso desses infames,

8

(esse justo que habitava entre eles sentia, diariamente, a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas),

9

(é porque) o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem castigados,

10

principalmente aqueles que vão atrás da carne, na imunda concupiscência, e desprezam a soberania (de Cristo). Audaciosos, arrogantes, não temem blasfemar contra as glórias (anjos inferiores),

11

enquanto que os anjos (superiores), maiores em fortaleza e robustez, não levantam, diante do Senhor, acusação injuriosa contra elas.

12

Mas estes, como animais irracionais, naturalmente feitos para presa e para perdição, blasfemando das coisas que ignoram, perecerão da mesma morte (desses animais),

13

recebendo a injustiça como paga da injustiça. Fazem consistir a sua felicidade nas delicias de cada dia; eles que são manchados e viciados, põem o seu prazer em vos enganar banqueteando-se convosco.

14

Têm os olhos cheios de adultério e de um contínuo pecado; atraem com afago as almas inconstantes, têm o coração exercitado na cobiça, filhos da maldição!

15

Deixando o caminho direito, extraviaram-se seguindo o caminho de Balaão, filho de Bosor, o qual amou a recompensa de iniquidade,

16

mas foi repreendido pela sua culpa: um animal de carga, mudo, falando com voz humana, refreou a insânia do profeta.

17

São fontes sem água, e névoas agitadas por um turbilhão, para os quais está reservada a obscuridade das trevas.

18

Com palavras arrogantes e ocas atraem pelos desejos desregrados da carne aqueles que pouco antes tinham fugido dos que vivem no erro.

19

Prometem-lhes a liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois que se é escravo daquele por quem se foi vencido.

20

Assim, se, depois de terem fugido das corrupções do mundo pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, por elas são novamente envolvidos e vencidos, o seu segundo estado tornou-se-lhes pior do que o primeiro.

21

Melhor lhes era não conhecer o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, tornar para trás (afastando-se) daquele mandamento santo, que lhes havia sido dado.

22

Desta forma, se realizou neles aquele provérbio verdadeiro: Voltou o cão ao seu vômito (Pv. 26, 11), e estoutro: A porca lavada tornou a revolver-se no lamaçal.