Bíblia CatólicaRegraApoftegmasCatecismoPodcastSobre

Antigo Testamento

Eclesiástico

Ver todos
1

Filho, pecaste? Não tornes a pecar, mas faze oração pelas tuas faltas passadas, para que te sejam perdoadas.

2

Foge dos pecados como de uma serpente, porque, se te aproximares, serás apanhado.

3

Os seus dentes são dentes de leão, que matam as almas dos homens.

4

Todo o pecado é como uma espada de dois fios; a sua ferida não tem cura.

5

O ultraje e as violências aniquilam a riqueza; a mais opulenta casa será destruída pela soberba; do mesmo modo os bens do soberbo serão arrancados pela raiz.

6

A súplica do pobre chegará desde a sua boca até aos ouvidos de Deus, e prontamente lhe será feita justiça. Aquele que aborrece a repreensão caminha por cima das pegadas do pecador; aquele que teme a Deus converter-se-á do (intimo do) seu coração.

8

O homem poderoso de língua insolente dá-se a conhecer ao longe, mas o sábio sabe escapar-se dele.

9

Aquele que edifica a sua casa à custa alheia, é como o que ajunta as suas pedras no inverno.

10

A assembleia dos pecadores é como um montão de estopa: o seu fim será a fogueira.

11

O caminho dos pecadores é calcetado de pedras unidas entre si, mas vai dar à habitação dos mortos, às trevas e aos tormentos.

12

Aquele que guarda a justiça penetrará o espírito dela.

13

A sabedoria e o bom senso são a consumação do temor de Deus.

14

Aquele que não é sábio no bem, nunca será (bem) instruído.

15

Há uma sabedoria que é fecunda no mal, e não há bom senso onde há amargura.

16

A ciência do sábio derrama-se abundantemente, como (água de) uma inundação, e o seu conselho permanece como uma fonte de vida.

17

O coração do insensato é como um vaso rachado: nada pode reter da sabedoria.

18

O sábio, ouvindo qualquer palavra judiciosa, louvá-la-á e aplicá-la-á a si; se porém a ouve o voluptuoso, não lhe agradará, e deitá-la-á para trás das costas.

19

A conversação do insensato é (aborrecida) como uma carga durante a viagem, mas nos lábios do sensato achar-se-á a graça.

20

A boca do homem prudente é buscada na assembleia: as pessoas pensarão nas suas palavras dentro dos seus corações.

21

A sabedoria é para o insensato como uma casa arruinada; a ciência do insensato reduz-se a palavras sem sentido.

22

A doutrina é para o insensato como grilhões nos pés, e como algemas na mão direita.

23

O insensato, quando se ri, levanta a sua voz; mas o varão sábio apenas se sorri discretamente.

24

A ciência é para o homem prudente um ornamento de ouro, e como um bracelete no seu braço direito.

25

O pé do insensato é fácil em se meter em casa do vizinho, porém o homem educado retrai-se diante duma pessoa poderosa.

26

O insensato olha pela janela dentro duma casa, mas o homem educado conserva-se fora.

27

É má educação escutar a uma porta; ao prudente será insuportável esta grosseria.

28

Os lábios dos imprudentes dirão fatuidades, mas as palavras dos homens prudentes serão pesadas na balança.

29

O coração dos insensatos está na sua boca, e a boca dos sábios está no seu coração.

30

Quando o ímpio amaldiçoa o inimigo, amaldiçoa-se a si mesmo.

31

O mexeriqueiro mancha-se a si próprio, e é aborrecido de todos; o que mora com ele será odioso; o homem prudente, que se cala, será honrado.