Novidade: O app Ora et Labora chegou para iPhone e Android. App disponível para iPhone e Android. Conheça →
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
4ª-feira da 33ª Semana do Tempo Comum
Féria · VerdeTempo Comum (2ª parte)
As leituras da Missa
Primeira leitura
Leitura do Segundo Livro dos Macabeus 7, 1-31
1Aconteceu também que, tendo sido presos sete irmãos com sua mãe, o rei os queria obrigar a comer carnes de porco contra a lei, atormentando-os para isso com açoutes que lhes davam com azorragues e nervos de boi. 2Um deles, em nome de todos, falou assim: Que pretendes, que queres saber de nós? Estamos prontos antes a morrer que a violar as leis de nossos pais. 3O rei, irritado, mandou pôr ao lume frigideiras e caldeirões. Logo que ficaram em brasa, 4ordenou que se cortasse a língua ao que tinha falado primeiro, e que, arrancado da cabeça o couro cabeludo, lhe cortassem também as extremidades, à vista dos outros seus irmãos e de sua mãe. 5Depois de estar assim mutilado, mandou que o chegassem ao fogo e o torrassem na frigideira, quando ainda respirava. Enquanto se difundia largamente o vapor da frigideira, os outros (irmãos) exortavam-se mutuamente com sua mãe, a morrerem corajosamente, 6dizendo: O Senhor Deus vê e consola-se em nós, conforme o declarou Moisés no seu cântico de protesto (contra Israel), por estas palavras: Ele será consolado nos seus servos. 7Morto deste modo o primeiro, levaram o segundo ao suplício. Arrancado da cabeça o couro cabeludo, perguntavam-lhe se queria comer (das carnes que lhe apresentavam) antes que ser atormentado em cada um dos membros de todo o seu corpo. 8Respondendo na língua de seus pais, disse: Não! Pelo que também este padeceu os mesmos tormentos que o primeiro. 9Estando já para dar o último suspiro, disse desta maneira: Tu, ó malvado, fazes-nos perder a vida presente, mas (Deus) o Rei do universo nos ressuscitará para a vida eterna, a nós que morremos, por fidelidade às suas leis. 10Depois deste, torturaram também o terceiro. Tendo-lhe sido pedida a língua, ele a apresentou logo, assim como estendeu as mãos corajosamente, 11e disse afouto: Do céu recebi estes membros, mas agora os desprezo pela defesa das suas leis, esperando que ele mos tornará a dar um dia. 12O próprio rei e os que o acompanhavam admiraram o valor deste jovem, que reputava por nada os tormentos. 13Morto este, atormentaram da mesma sorte o quarto. 14Quando ele estava já para expirar, disse: Felizes os que são entregues à morte pelos homens, esperando em Deus que hão-de ser por ele ressuscitados; porém, quanto a ti (ó rei), a tua ressurreição não será para a vida. 15Em seguida, pegaram no quinto e atormentaram-no. Mas ele, olhando para o rei disse-lhe: 16Tu fazes o que queres, porque recebeste o poder entre os homens, ainda que mortal como eles; todavia não cuides que Deus desamparou a nossa nação; 17espera e verás quão grande é o seu poder e como ele te atormentará a ti e à tua raça. 18Após este, levaram (ao suplicio) o sexto, que, quando estava perto de morrer, disse: Não te iludas; se padecemos isto, é porque o merecemos pelos pecados contra o nosso Deus, pelos quais vêm sobre nós tão espantosos flagelos. 19Mas não imagines que hás-de ficar sem castigo, depois de teres empreendido combater contra Deus. 20Entretanto a mãe deles, sobremaneira admirável e digna de memória, vendo morrer os seus sete filhos em um só dia, suportou heroicamente a sua morte, pela esperança que tinha no Senhor. 21Cheia de nobres sentimentos, exortava, na língua de seus pais, a cada um deles em particular, dando firmeza, com ânimo varonil, à sua ternura de mulher. 22Dizia-lhes; Não sei como fostes formados no meu ventre; não fui eu que vos dei o espírito e a vida, ou que formei os membros do vosso corpo. 23O Criador do mundo, que formou o homem no seu nascimento e deu a origem a todas as coisas, vos tornará a dar o espírito e a vida, por sua misericórdia, em recompensa do quanto agora vos desprezais a vós mesmos, por amor das suas leis. 24Ora Antíoco, considerando-se desprezado e julgando que aquelas palavras (dos mártires) eram um insulto para ele, como faltasse ainda o mais novo, não somente o exortava, mas ainda lhe assegurava com juramento que o faria rico e ditoso, que o teria na classe dos seus amigos e lhe confiaria altos cargos se abandonasse as leis dos seus pais. 25Como o jovem de nenhum modo consentisse em tais coisas, o rei chamou a sua mãe, e aconselhou-a a que fizesse àquele jovem recomendações para salvar a vida. 26Depois de a ter exortado com muitas razões, ela lhe prometeu que procuraria persuadir seu filho. 27Tendo-se, pois, inclinado para lhe falar, zombando deste cruel tirano, disse-lhe na língua pátria: Meu filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses no meu ventre, que te amamente! durante três anos, que te nutri e eduquei até esta idade. 28Suplico-te, meu filho, que olhes para o céu e para a terra e para todas as coisas que há neles, e que penses bem que Deus as criou do nada, assim como a todos os homens. 29Não temas este algoz, mas sê digno de teus irmãos, aceita a morte, para que eu te encontre com eles no dia da misericórdia. 30Quando ela ainda estava falando, o jovem disse; Que esperais vós de mim? Eu não obedeço ao mandado real, mas às prescrições da lei que foi dada por Moisés a nossos pais. 31Quanto a ti, autor de todos os males que oprimem os Hebreus, às mãos de Deus não escaparás.
Palavra do Senhor.
Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 19, 11-28
11Estando eles a ouvir isto, Jesus acrescentou uma parábola, por estar perto de Jerusalém, e porque julgavam que o reino de Deus se havia de manifestar em breve. 12Disse pois: "Um homem nobre foi para um país distante tomar posse de um reino, para depois voltar. 13Chamando dez dos seus servos, deu-lhes dez marcos de prata, e disse-lhes: Negociai com eles até eu vir. 14Mas os seus concidadãos aborreciam-no; e enviaram atrás dele deputados encarregados de dizer: Não queremos que este reine sobre nós. 15Quando ele voltou, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos, a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto cada um tinha lucrado. 16Veio o primeiro e disse: Senhor, o teu marco rendeu dez marcos. 17Ele disse-lhe: Está bem, servo bom; porque foste fiel no pouco, serás governador de dez cidades. 18Veio o segundo e disse: Senhor, o teu marco rendeu cinco marcos. 19Respondeu-lhe: Sê tu também governador de cinco cidades. 20Veio depois o outro e disse: Senhor, eis o teu marco que guardei embrulhado num lenço; 21porque tive medo de ti, que és um homem austero, que tiras donde não puseste, e recolhes o que não semeaste. 22Disse-lhe o senhor: Servo mau, pela tua mesma boca te julgo. Sabias que eu sou um homem austero, que tiro donde não pus, e recolho o que não semeei; 23logo, porque não puseste o meu dinheiro num banco, para que, quando eu viesse, o recebesse com os juros? 24Depois disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe o marco de prata, e dai-o ao que tem dez. 25Eles responderam-Ihe: Senhor, ele já tem dez. 26Pois eu vos digo que a todo aquele que tiver, se lhe dará; mas ao que não tem, será tirado ainda mesmo o que tem. 27Quanto, porém, àqueles meus inimigos, que não quiseram que eu fosse seu rei, trazei-os aqui, e degolai-os na minha presença." 28Dito isto, ia Jesus adiante subindo para Jerusalém.
Palavra da Salvação.
É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.
O salmo responsorial e as orações da Missa não entram aqui: são textos do Missal, cuja tradução litúrgica não se pode reproduzir. As leituras vêm da Bíblia da casa; a tradução proclamada na Missa no Brasil é a da CNBB.
A Regra de São Bento neste dia
Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.