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quarta-feira, 4 de agosto de 2027
São João Maria Vianney, presbítero
Memória · BrancoTempo Comum (2ª parte)
As leituras da Missa
Primeira leitura
Leitura do Livro dos Números 13, 1—14, 35
A Igreja a lê com saltos; aqui vai o trecho seguido, Nm 14, 1-35.
1Toda a multidão se pôs a gritar e chorou aquela noite, 2e todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Aarão, dizendo: 3Oxalá que nós tivéssemos morrido no Egito; oxalá que pereçamos neste vasto deserto, e que o Senhor não nos introduza nessa terra, para não sermos passados à espada, para as nossas mulheres e os nossos filhos não serem levados cativos. Porventura não nos seria melhor voltar para o Egito? 4Diziam uns para os outros: Escolhamos um chefe, e voltemos para o Egito. 5Tendo ouvido isto Moisés e Aarão, lançaram-se por terra diante de toda a multidão dos filhos de Israel. 6Josué, porém, filho de Nun e Caleb, filho de Jefone, que tinham explorado a terra, rasgaram as suas vestes 7e disseram a toda a multidão dos filhos de Israel: A terra que nós percorremos é muito boa. 8Se o Senhor nos for propicio introduzi-nos-á nela e no-la dará. É uma terra que mana leite e mel. 9Não sejais rebeldes contra o Senhor, nem temais o povo desta terra, porque podemos devorá-lo como pão; eles acham-se destituídos de toda a defesa; o Senhor está connosco, não temais. 10Como toda a multidão gritasse e quisesse apedrejá-los, apareceu a glória do Senhor a todos os filhos de Israel sobre o tabernáculo da reunião. 11O Senhor disse a Moisés: Até quando me há-de ultrajar este povo? Até quando não me acreditarão, depois de todos os prodígios que tenho feito diante deles? 12Eu os ferirei com peste, exterminá-los-ei, e a ti far-te-ei príncipe duma grande nação, mais forte do que esta é. 13Moisés disse ao Senhor: Os Egípcios, do meio dos quais tiraste este povo, souberam que, pelo teu poder, o fizeste, e contaram isso mesmo 14aos habitantes desta terra. Todos sabem que tu, Senhor, estás no meio deste povo e és visto face a face, que a tua nuvem os protege, e que vais adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, e de noite muna coluna de fogo. 15Se fizeres morrer uma tão grande multidão como (se fora) um só homem, esses povos, a que chegou a tua fama, dirão: 16Ele não pôde introduzir o povo no país, que lhe tinha prometido com juramento, por isso os matou no deserto. 17Seja, pois, glorificada a fortaleza do Senhor como tu juraste, dizendo: 18O Senhor é paciente e de muita misericórdia, que tira a iniquidade e as maldades, embora nenhum culpado deixe impune e castigue os pecados dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração 19Perdoa, te suplico, o pecado deste povo, segundo a tua grande misericórdia, assim como lhe foste propício desde que saíram do Egito até este lugar. 20O Senhor disse: Eu perdoei conforme o teu pedido, 21mas - pela minha vida e pela minha glória que enche toda a terra! - 22nenhum dos homens, que viram a minha majestade e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, que me tentaram já dez vezes, e não obedeceram à minha voz, 23verá a terra que eu prometi a seus pais com juramento. Nenhum dos que me ultrajaram a verá. 24Quanto ao meu servo Caleb, que cheio de outro espírito me seguiu, eu o introduzirei nesta terra que ele percorreu; a sua posteridade a possuirá. 25Visto que os Amalecitas e os Cananeus habitam nos vales, amanhã levantai os acampamentos, e voltai para o deserto pelo caminho do mar Vermelho. 26O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo: 27Até quando murmurará contra mim esta péssima multidão? Eu ouvi as queixas dos filhos de Israel. 28Dize-lhes pois: Por minha vida, diz o Senhor, eu vos farei como vos ouvi dizer. 29Neste deserto ficarão estendidos os vossos cadáveres. Todos vós que fostes contados desde vinte anos para cima, e que murmurastes contra mim, 30não entrareis na terra, na quaI eu jurei fazer-vos habitar, excepto Caleb, filho de Jelone, e Josué, filho de Num. 31Todavia introduzirei os vossos filhos, dos quais dissestes que seriam presa dos inimigos, para que vejam a terra que vos desagradou. 32Os vossos cadáveres ficarão jazendo no deserto. 33Os vossos filhos andarão errantes no deserto durante quarenta anos, e pagarão a vossa infidelidade, até que os cadáveres de seus pais sejam consumidos no deserto. 34Conforme foram quarenta os dias em que explorastes aquela terra, contando-se um ano por cada dia, durante quarenta anos pagareis a pena das vossas iniquidades, e experimentareis a minha vingança. 35Eu, o Senhor, assim como disse, assim farei a toda esta péssima multidão que se insurgiu contra mim; neste deserto será consumida e morrerá.
Palavra do Senhor.
Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 15, 21-28
21Partindo dali, retirou-se Jesus para a região de Tiro e de Sidónia. 22E eis que uma Cananeia, que tinha saído daqueles arredores, gritou: "Senhor, Filho de David, tem piedade de mim! Minha filha está miseravelmente atormentada do demônio." 23Ele, porém, não lhe respondeu palavra. Aproximando-se seus discípulos, pediram-lhe: "Despede-; porque vem gritando atrás de nós." 24Ele respondeu: "Eu não fui enviado senão às ovelhas desgarradas da casa de Israel." 25Ela, porém, veio, prostrou-se diante dele, dizendo: "Senhor, valei-me." 26Ele respondeu: "Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cães." 27Ela replicou: "Assim é. Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos." 28Então Jesus disse-lhe: "Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como queres." E, desde aquela hora, ficou sã a sua filha.
Palavra da Salvação.
É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.
O salmo responsorial e as orações da Missa não entram aqui: são textos do Missal, cuja tradução litúrgica não se pode reproduzir. As leituras vêm da Bíblia da casa; a tradução proclamada na Missa no Brasil é a da CNBB.
A Regra de São Bento neste dia
Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.