Proêmio
Introdução
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A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Nesta Exortação, quero dirigir-me aos fiéis cristãos, para os convidar a uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos. A evangelização não é uma tarefa opcional para a comunidade cristã, mas a razão mesma da sua existência. A Igreja existe para evangelizar, e somente evangelizando cumpre a sua vocação mais profunda.
O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora proposta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Também os crentes correm este risco, certo e permanente. Muitos caem nele e tornam-se pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a opção de uma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós.
Convido cada cristão, seja qual for o lugar e a situação em que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia após dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, porque «ninguém está excluído da alegria que o Senhor nos traz». Quem se arrisca, o Senhor não o decepciona, e, quando alguém dá um pequeno passo para Jesus, descobre que Ele já estava à espera, de braços abertos. Este é o momento de dizer a Jesus Cristo: «Senhor, deixei-me enganar, fugi do teu amor de mil maneiras, mas aqui estou outra vez para renovar a minha aliança contigo».
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