Capítulo 2
Normas de Aplicação
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A vida de clausura das monjas contemplativas deve ser conservada com todo o cuidado, segundo as tradições próprias de cada instituto e as determinações da Santa Sé. No entanto, devem ser revistas as modalidades da clausura, atendendo à diversidade dos lugares e dos tempos, suprimindo as práticas obsoletas, ouvidas as religiosas interessadas e com a aprovação dos Ordinários. As monjas que, por vocação própria, se dedicam inteiramente à contemplação, mesmo quando se ocupam com urgência na renovação, não devem ser afastadas da oração. Elas desempenham na Igreja uma função insubstituível: com a sua vida de oração, de silêncio e de penitência, são como o coração orante da comunidade eclesial.
Os institutos religiosos devem promover uma formação adequada dos seus membros, que abrace as dimensões humana, espiritual, intelectual e pastoral. A formação não termina com a profissão perpétua, mas deve prolongar-se ao longo de toda a vida, acompanhando as diversas fases da existência e respondendo aos novos desafios que se apresentam. Os institutos cuidem de que os formadores sejam pessoas de fé madura, de experiência comprovada e de competência adequada. A formação inicial deve ser suficientemente longa para garantir que os candidatos tenham a maturidade humana e espiritual necessária para assumir os compromissos da vida consagrada. Não se admitam à profissão perpétua aqueles que não demonstrarem as qualidades requeridas.
Os institutos de vida activa que não tenham obrigações corais devem estabelecer, segundo as suas constituições, certas horas dedicadas à oração comunitária e pessoal, de modo que toda a vida dos seus membros seja impregnada de espírito apostólico e toda a acção apostólica seja animada pelo espírito de oração. Os religiosos devem cultivar diariamente a leitura meditada da Sagrada Escritura, participar devotamente no sacrifício eucarístico e frequentar o sacramento da Penitência. A renovação da vida religiosa exige que se estabeleça um justo equilíbrio entre a vida de oração e a actividade apostólica, evitando tanto o activismo que sufoca o espírito como o quietismo que negligencia as necessidades dos irmãos. A busca deste equilíbrio é uma tarefa permanente que requer discernimento, prudência e abertura ao Espírito Santo.
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