Capítulo 10
PAPA PAULO VI
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Conc. Vat. II, Const. De Sacra Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 4 dez. 1963: AAS 56 , p. 97 s.; Const. dogm. De Ecelesia, Lumen gentium: AAS 57 , p. 5 s.; Decr. De pastorali Episcoporum munere in Ecelesia, Christus Dominus; Decr. De institutione sacerdotali, Optatam totius.
Cfr. Apoc. 19,10; Cone. Vat. II, Const. dogm. De Ecclesia, Lumen gentium; n. 35: AAS 57 , p. 40-41.
Cfr. Pont. Rom., «Ordenação dos Presbíteros», Prefácio. Estas palavras encontram-se já no Sacramentariam Veronense (ed. L. C. Möhlberg, Roma, 1956, p. 122) ; no Missale Francorum (ed. C. MShlberg, Roma, 1957, p. 9) ; no Liber sacramentorum Romanae Ecclesiae (ed. L. C. Möhlberg, Roma, 1960, p. 25); no Pontificale Romanum-germanicum (ed. Vogel-Elze, Cidade do Vaticano, 1963, vol. I, p. 34).
Este esforço de perfeição religiosa e moral é estimulado cada vez mais até pelas condições externas em que a Igreja age; com efeito, ela não pode ficar imóvel e desinteressada perante as vicissitudes das coisas humanas, que a rodeiam, e de múltiplas maneiras influenciam, modificam e condicionam o seu modo de agir. É bem sabido que a Igreja não está separada do convívio humano, antes se encontra situada nele, e, por isso, os seus filhos são movidos e guiados pelo convívio humano, respiram a sua cultura, obedecem às suas leis, observam os seus costumes. Este contacto, porém, da Igreja com a sociedade humana dá continuamente origem a questões difíceis, que hoje são muitíssimo graves. ( ... ) O Apóstolo das gentes exortava assim os cristãos do seu tempo: não vos sujeiteis ao mesmo jugo com os infiéis. Como podem participar a justiça e a iniquidade? Que sociedade pode haver entre a luz e as trevas?... ou que parte existe entre o fiel e o infiel? (2 Cor. 6, 14-15). Por isso, é necessário que aqueles que hoje são na Igreja educadores e mestres advirtam a juventude católica da sua importantíssima condição e do dever que daí se segue de viver neste mundo mas não segundo o sentir deste mundo, de harmonia com a oração feita por Cristo a favor dos seus discípulos: Não peço que os tires do mundo, assim como eu não sou do mundo (Jo. 17, 15-16). A Igreja faz sua esta oração. Todavia, esta distinção não significa o mesmo que separação; nem revela negligência, medo ou. desprezo. Com efeito, quando a Igreja se distingue do género humano, não se le opõe, antes se une com ele». (Paulo VI, Carta enc. Ecclesiam suam, 6 ago. 1964: AAS 56, , p. 627 e 638).
Cfr. S. Policarpo, Epíst. aos Filipenses, VI, 1: «E os presbíteros sejam inclinados à compaixão, misericordiosos para com todos, reconduzindo os extraviados, visitando todos os doentes, não esquecendo as viúvas, os órfãos e os pobres; mas solícitos sempre do bem junto de Deus e dos homens, abstendo-se de toda a ira, acepção de pessoas, juizos injustos, afastando para longe toda a avareza, não acreditando fàcilmente contra alguém, não demasiados severos nos juizos, conscientes de que todos somos devedores do pecado» (ed. F. X. Funk, Patres Apostolici, I, p. 273).
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