Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos Vossos fiéis, enchei de graça celestial os corações que Vós criastes. Vós que sois chamado Consolador, dom do Deus Altíssimo, fonte viva, fogo, caridade e unção espiritual. Sois os sete dons sagrados, sois o dedo da mão de Deus, sois a promessa do Pai, enriquecendo nossos lábios com a Vossa Palavra. Acendei a Vossa luz em nossos sentidos, derramai o Vosso amor em nossos corações e fortalecei com perpétuo vigor a fraqueza do nosso corpo. Afugentai o inimigo para longe de nós, dai-nos prontamente a paz, sede Vós mesmo o nosso guia, para que evitemos todo o mal. Por Vós conheçamos o Pai e também o Filho; e em Vós, Espírito de ambos, creiamos em todo o tempo. Glória a Deus Pai e ao Filho, que ressuscitou dos mortos, e ao Espírito Consolador, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Contexto
Hino atribuído a Rábano Mauro, monge beneditino e arcebispo de Mogúncia (séc. IX). É o hino oficial da Igreja para invocar o Espírito Santo, cantado em ordenações, concílios, conclaves papais e na festa de Pentecostes.