Vinde, Espírito Santo, e enviai do céu um raio da Vossa luz. Vinde, Pai dos pobres, vinde, dispensador dos dons, vinde, luz dos corações. Consolador incomparável, doce hóspede da alma, suavíssimo refrigério. Descanso no trabalho, aragem no calor, consolo no pranto. Ó luz beatíssima, enchei o íntimo do coração dos Vossos fiéis. Sem a Vossa ajuda, nada há no homem, nada que seja inocente. Lavai o que é sórdido, regai o que é árido, curai o que está enfermo. Dobrai o que é rígido, aquecei o que é frio, dirigi o que é extraviado. Dai aos Vossos fiéis, que só em Vós confiam, os Vossos sete sagrados dons. Dai-lhes o mérito da virtude, dai-lhes o porto da salvação, dai-lhes a felicidade eterna. Amém.
Contexto
Sequência da liturgia de Pentecostes, atribuída a Estêvão Langton, arcebispo de Cantuária (séc. XIII), ou ao Papa Inocêncio III. É considerada uma das mais belas composições litúrgicas da Igreja.