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3 apoftegmas

Abade Amum Da Nítria

1

O Abade Amum da Nítria foi procurar o Abade Antão, e disse-lhe: “Eu me dou mais fadiga do que tu; como, então, é que o teu nome é mais glorioso entre os homens do que o meu?” Disse-lhe o Abade Antão: “É porque eu amo a Deus mais do que tu”.

2

Diziam do Abade Amum que, de uma só medida de centeio, viveu dois meses. Ora foi procurar o Abade Poimém e disse-lhe: “Quando vou à cela do próximo, ou este vem ter comigo por qualquer necessidade, evitamos conversar um com o outro, para que não nos surpreenda algum colóquio estranho”. Respondeu o ancião: “Procedes bem; pois a juventude precisa de disciplina”. Interrogou então o Abade Amum: “E como agiam os anciãos?” Respondeu-lhe: “Os anciãos provectos na virtude não tinham em si mesmos coisa alheia ou estranha que eles proferissem pela boca”. E Amum de novo interrogou: “Se, portanto, houver necessidade de falar com o próximo, queres que eu fale das Escrituras ou dos ditos dos anciãos?” Respondeu o ancião: “Se não te podes calar, mais oportuno é falar dos ditos dos anciãos do que da Escritura; com efeito, esta oferece não pequeno perigo”.

3

Um irmão da Cétia foi procurar o Abade Amum e disse-lhe: “Meu pai (espiritual) me envia a serviço; ora temo a fornicação”. Respondeu-lhe o ancião: “Na hora em que te acontecer a tentação, dirás: ‘Ó Deus dos exércitos, pelas preces de meu pai, liberta-me!’” Certo dia mais tarde, uma jovem trancou-se com ele, o qual clamou então com grande voz: “Ó Deus de meu pai, liberta-me!”, e logo foi encontrado na estrada da Cétia.