Antigo Testamento
Gênesis
Ver todosNo mesmo tempo, apartando-se Judá de seus irmãos, foi ter a casa de um homem odolamita, chamado Hirão,
e viu ali a filha de um homem cananeu, chamado Sue, recebeu-a por mulher e viveu com ela.
Ela concebeu e deu à luz um filho, a que pôs o nome de Her.
Concebendo outra vez, pôs ao filho nascido o nome de Onan.
Deu à luz ainda um terceiro filho, a quem chamou Sela. Nascido este, cessou de dar à luz.
Judá deu uma mulher, chamada Tamar, ao seu primogênito Her.
Her, primogênito de Judá, foi um homem mau, na presença do Senhor, e (o Senhor) o fez morrer.
Disse, pois, Judá a Onan, seu filho: Desposa a mulher de teu irmão, vive com ela, para suscitares descendência a teu irmão.
Ele, porém, sabendo que os filhos que nascessem não seriam seus, quando se juntava com a mulher de seu irmão, impedia que ela concebesse a fim de que não nascessem filhos em nome de seu irmão.
Por isso, o Senhor o feriu de morte, porque fazia uma coisa detestável.
Pelo que Judá disse a Tamar, sua nora: Conserva-te viúva em casa de teu pai até que cresça Sela, meu filho. Com efeito, temia que ele também morresse, como seus irmãos. Ela retirou-se e habitou em casa de seu pai.
Passados muitos dias, morreu a filha de Sue, mulher de Judá, o qual, depois de a ter chorado, e terminado o luto, foi a Tamnas ter com os tosquiadores das suas ovelhas, juntamente com Hiras odolamita, pastor dos rebanhos.
Noticiaram a Tamar que seu sogro ia a Tamnas para tosquiar as ovelhas.
Então ela, depondo os vestidos de viúva, tomou um véu e, disfarçada, sentou-se na encruzilhada do caminho, que conduz a Tamnas, porque (via que) Sela tinha crescido, e (o pai dele) não lho tinha dado por marido.
Judá, tendo-a visto, julgou que era meretriz, porque tinha coberto o seu rosto para não ser reconhecida.
Chegando-se a ela, disse: Deixa que me junte contigo. De facto ignorava que fosse sua nora. Ela disse: Que me darás por isso?
Ele respondeu: Mandar-te-ei um cabrito dos (meus) rebanhos. Ela replicou: Consentirei no que queres, contanto que me dês um penhor, até que mandes o que prometes.
Judá disse: Que queres tu que te dê por penhor? Respondeu: O teu anel, e o cordão e o cajado que tens na mão. Ele deu-lhos, esteve com ela, e a mulher concebeu com esse ajuntamento.
Depois, levantando-se, retirou-se, e, deposto o traje que havia tomado, vestiu-se com os vestidos de viúva.
Ora Judá mandou o cabrito pelo seu pastor odolamita, para receber o penhor que tinha dado à mulher; ele, porém, não a tendo encontrado,
perguntou aos habitantes daquele lugar: onde se encontra aquela mulher que estava sentada na encruzilhada? Responderam-lhe todos: Neste lugar não esteve meretriz alguma.
Voltou para Judá, e disse-lhe: Não a encontrei; além disso, os homens daquele lugar disseram-me que nunca ali estivera sentada meretriz alguma.
Judá disse: Guarde ela (o penhor que lhe dei); ao menos não pode acusar-me de mentira: mandei o cabrito que tinha prometido e tu não a encontraste.
Mas, três meses depois, foram dizer a Judá: Tamar, tua nora, prostituiu-se, e vê-se que está grávida. Judá disse: Tirai-a para fora para ser queimada.
Enquanto era conduzida ao suplício, mandou dizer a seu sogro: Eu concebi do varão, de quem são estas coisas: vê de quem é o anel, e o cordão, e o cajado.
Ele, reconhecidas as dádivas disse: Ela é mais justa do que eu, pois que a não entreguei a meu filho Sela. Ele, todavia, não a conheceu mais.
Mas, quando estava para dar à luz, apareceram dois gêmeos no ventre: e, na saída dos meninos, um deitou de fora a mão, na qual a parteira atou um fio vermelho, dizendo;
Este sairá primeiro.
Porém, recolhendo ele a mão, saiu o outro: e a mulher disse: Que brecha tu abriste! Por este motivo pôs-lhe o nome de Farés.
Depois saiu seu irmão, em cuja mão estava o fio vermelho, e chamou-o Zara.