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Antigo Testamento

Livro dos Provérbios

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1

Meu filho, se ficaste por fiador do teu próximo, se deste a tua mão a um estranho, com as palavras saídas de teus lábios te meteste no laço, e ficaste preso pela tua própria boca.

3

Faze, pois, meu filho, o que te digo, e livra-te a ti mesmo, pois que caíste nas mãos do teu próximo. Corre duma para outra parte, apressa-te, solicita o teu amigo.

4

Não deixes entregarem-se ao sono os teus olhos, nem se fechem as tuas pálpebras.

5

Salva-te como uma gazela que escapa da mão do caçador, e como um pássaro que foge das mãos do passarinheiro.

6

Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, considera o seu proceder e aprende dela a sabedoria. Não tendo ela guia, nem inspector, nem príncipe,

8

faz as suas provisões no estio, ajunta no tempo da ceifa com que se sustentar.

9

Até quando dormirás tu, ó preguiçoso? Quando te levantarás do teu sono?

10

Um pouco dormirás, outro pouco dormitarás, outro pouco cruzarás as mãos para dormires;

11

e virá sobre ti a indigência, como um caminheiro e a pobreza, como um homem armado.

12

O homem iníquo, pessoa indigna, caminha com boca perversa.

13

Faz sinais com os olhos, bate com o pé, fala com os dedos;

14

com depravado coração maquina o mal, e em todo o tempo semeia distúrbios.

15

A este virá inesperadamente a sua perdição, de improviso será despedaçado, e não terá mais remédio.

16

Seis são as coisas, que o Senhor aborrece, antes são sete as que sua alma abomina:

17

Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,

18

coração que maquina perversos projectos, pés velozes para correr ao mal,

19

testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia discórdias entre seus irmãos.

20

Observa, meu filho, os preceitos de teu pai, e não abandones os ensinamentos de tua mãe.

21

Traze-os incessantemente presos ao teu coração, ligados ao teu pescoço. Quando andares, eles te acompanharão, quando dormires, eles te guardarão, e, ao acordar, falarão contigo.

23

Porque o mandamento é uma candeia, a lei uma luz, e a correcção que conserva na disciplina é o caminho da vida.

24

Guardar-te-ão da má mulher, e da língua insinuante da estranha. Não cobice o teu coração a sua formosura, nem te deixes prender dos seus olhares.

26

Se a meretriz procura um pedaço de pão, a mulher (adúltera) arrebata toda uma vida preciosa. Porventura pode um homem esconder o fogo no seu seio, sem que ardam as suas vestes?

28

Ou pode andar por cima das brasas, sem que se queime a planta de seus pé?

29

Assim o que se chega à mulher do seu próximo, não ficará indemne, depois de a tocar.

30

Não é grande a culpa, quando alguém furta, se furta para matar a fome.

31

E, (apesar disso) se é apanhado, pagará sete vezes, e entregará todos os bens da sua casa.

32

Porém o adúltero é um mentecapto, perderá a sua alma, por causa da loucura do seu coração.

33

Acumula para si golpes e ignomínia, e o seu opróbrio não se apagará,

34

porque o marido, furioso de ciúme, não lhe perdoará, quando tiver ocasião de vingança,

35

não aceitará nenhuma reparação, não receberá em satisfação presentes, por muitos que sejam.