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quarta-feira, 21 de julho de 2027

São Lourenço de Bríndisi, presbítero e doutor da Igreja

Memória facultativa · BrancoTempo Comum (2ª parte)

Celebração do dia

São Lourenço de Bríndisi, presbítero e doutor da Igreja · Memória facultativa · 16ª semana do Tempo Comum · Ano B · cor branco

Santo do dia

São Lourenço de Bríndisi, presbítero e doutor da Igreja

Leituras da Missa

Primeira leitura

Leitura do Livro do Êxodo 16, 1-15

1Partiram de Elim, e toda a multidão dos filhos de Israel foi para o deserto de Sin, o qual está entre Elim e o Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês, depois que tinham saído da terra do Egipto. 2Toda a multidão dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto. 3Os filhos de Israel disseram-lhes: Antes fôssemos mortos na terra do Egipto pela mão do Senhor, quando estávamos sentados junto às panelas das carnes, e comíamos pão com fartura. Por que nos trouxestes a este deserto, para matar à fome toda esta multidão? 4O Senhor disse a Moisés: Vou fazer chover, para vós pães do céu: saia o povo e colha o que baste para cada dia, a fim de que eu o ponha à prova (para ver) se anda ou não na minha lei. 5Ao sexto dia, preparem para levar o dobro do que costumam colher em cada dia. 6Moisés e Aarão disseram a todos os filhos de Israel: Esta tarde reconhecereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egipto; 7pela manhã vereis a glória do Senhor, porque ouviu as vossas murmurações contra Ele; nós, porém, o que somos, para que murmureis contra nós? 8Moisés disse: O Senhor vos dará esta tarde carnes para comer, e pela manhã pães com fartura, porque ouviu a vossa murmuração contra ele. Com efeito, nós o que somos? Não são contra nós as vossas murmurações, mas contra o Senhor. 9Disse mais Moisés a Aarão: Dize a toda a multidão dos filhos de Israel: Apresentai-vos diante do Senhor, porque ele ouviu as vossas murmurações. 10Ora, quando Aarão ainda falava a toda a multidão dos filhos de Israel, eles olharam para o deserto: e eis que a glória do Senhor apareceu no meio da nuvem. 11O Senhor falou a Moisés assim: 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes pois: À tarde comereis carnes, e pela manhã sereis saciados de pães, e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus. 13Aconteceu, pois, de tarde, virem codornizes, que cobriram os acampamentos: pela manhã, havia uma camada de orvalho em roda dos acampamentos. 14Quando esta camada de orvalho apareceu no deserto, uma coisa miúda, granulosa, se evaporou, à semelhança de geada sobre a terra. 15Tendo visto isto os filhos de Israel, disseram entre si: Que é isto? De facto, não sabiam o que era. Moisés disse-lhes: Este é o pão que o Senhor vos dá para comer.

Palavra do Senhor.

Salmo do dia

Sl 77(78)

A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.

O salmo inteiro (72 versículos)
1MaskiL De Asaf. Escuta, povo meu, o meu ensinamento; inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca. 2Abrirei em parábolas a minha boca, publicarei os enigmas dos tempos antigos. 3O que ouvimos e aprendemos, e o que nossos pais nos contaram, 4não o ocultaremos aos seus filhos, narraremos à geração vindoura os louvores do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez. 5Ele fixou uma regra em Jacob, estabeleceu uma lei em Israel, (no sentido de) que tudo o que ordenou aos nossos país, eles o fizessem conhecer a seus filhos, 6para que o saiba a geração vindoura, os filhos que hão-de nascer, e estes se levantem e contem também a seus filhos, 7para que ponham em Deus a sua esperança, e não se esqueçam das obras de Deus, mas observem os seus mandamentos; 8para que não sejam como seus pais, uma geração rebelde e contumaz: uma geração, que não teve coração recto, nem espírito fiel a Deus. 9Os filhos de Efraim, que lutavam com o arco, voltaram costas no dia da batalha. 10Não guardaram a aliança feita com Deus, recusaram andar na sua lei, 11esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que fez à vista deles. 12Diante de seus pais fez maravilhas na terra do Egipto, no campo de Tanis. 13Dividiu o mar, por ele os fez passar, e conteve as águas como um dique. 14Guiou-os de dia por meio duma nuvem, e toda a noite com resplendor de fogo. 15Fendeu as pedras no deserto, e deu-lhes a beber água, como ondas abundantes. 16Fez brotar arroios da pedra, e correr as águas como rios. 17(Apesar disto) continuaram a pecar contra ele, a ofender o Altíssimo no deserto. 18Tentaram a Deus nos seus corações, pedindo iguarias que fossem do seu gosto. 19E falaram contra Deus. Disseram: "Porventura poderá Deus preparar uma mesa no deserto? 20Sem dúvida ele feriu a pedra, e correram águas, manaram torrentes; porventura poderá também dar pão, ou preparar carne para o seu povo?" 21Por isso o Senhor, ao ouvir isto, ardeu em ira, e um fogo se acendeu contra Jacob, e cresceu a ira contra Israel, 22porque (os israelitas) não creram em Deus, nem esperaram no seu auxilio. 23Porém, do alto mandou às nuvens e abriu as portas do céu; 24fez chover sobre eles maná para comerem, deu-lhes um pão do céu. 25O homem comeu o pão dos fortes: enviou-lhes víveres até à saciedade. 26Levantou no céu o vento leste e enviou com o seu poder o vento sul. 27Fez chover sobre eles carnes (tão abundantes) como pó, aves de penas como areia do mar, 28que caíram no meio dos seus acampamentos, em redor das suas tendas. 29Comeram c fartaram-se plenamente. Assim (Deus) satisfez o desejo deles. 30Todavia, ainda não tinham acabado de saciar o seu apetite, ainda estavam as iguarias na sua boca, 31quando a ira de Deus se inflamou contra eles e matou os mais robustos dentre eles, derribou os jovens de Israel. 32Depois de tudo isto, voltaram a pecar, não creram nas suas maravilhas. 33E consumiu rapidamente os seus dias, e os seus anos com extermínio repentino. 34Quando os feria de morte, buscavam-no: convertendo-se, buscavam a Deus; 35lembravam-se que Deus era a sua rocha (de defesa), que o Deus altíssimo era seu redentor. 36Porém enganavam-no com a sua boca, com a sua língua lhe mentiam. 37O seu coração não era recto com ele, nem eram fiéis à sua aliança. 38Mas ele, misericordioso, perdoava a sua culpa, não os destruía; conteve muitas vezes a sua ira, não descarregou (contra eles) todo o seu furor. 39Lembrou-se que eram carne (frágil), um sopro que passa e não volta. 40Quantas vezes o provocaram no deserto, o contristaram na solidão 41E voltaram a tentar a Deus, a exacerbar o santo de Israel. 42Não se lembraram do que ele tinha feito no dia em que os libertou da mão do opressor, 43quando fez resplandecer no Egipto os seus prodígios, e as suas maravilhas no campo de Tanis, 44quando converteu em sangue os seus rios e os seus arrolos, para que não pudessem beber deles. 45Enviou contra eles moscas, que os devoraram, e rãs, que os infestaram; 46entregou as suas colheitas ao pulgão, e o fruto do seu trabalho ao gafanhoto. 47Destruiu com saraiva as suas vinhas, e os seus sicómoros com geada. 48E entregou à saraiva os seus jumentos, e os seus rebanhos aos raios. 49Descarregou sobre eles o furor da sua ira, a indignação, o furor e a tribulação: um tropel de portadores de calamidade. 50Abriu caminho à sua ira, não os preservou da morte, e entregou os seus animais à peste. 51Feriu todo o primogênito no Egipto, as primícias dos seus partos, nas tendas de Cam. 52E fez sair o seu povo como ovelhas, e guiou-os como um rebanho no deserto. 53Conduziu-os seguros e não temeram, e o mar cobriu os seus inimigos. 54E fez que chegassem à sua terra santa, aos montes que ele adquiriu com a sua dextra. 55Expulsou de diante deles as gentes, e repartiu-lhas por sorte em herança, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel. 56Eles, porém, tentaram e provocaram de novo ao Deus Altíssimo não guardaram os seus preceitos. 57Fraquejaram e prevaricaram como seus pais, desviaram-se como um arco que falha. 58Excitaram-no à ira nas suas colinas, e com os ídolos que esculpiram inflamaram-lhe o zelo. 59Ouviu-os Deus, ardeu em furor e repudiou asperamente Israel. 60E abandonou a morada de Silo, o tabernáculo, onde habitava entre os homens. 61E entregou ao cativeiro (a Arca que era) a sua força, e (colocou) a sua glória nas mãos do inimigo. 62Entregou o seu povo à espada, indignou-se contra, a sua herança. 63O fogo devorou os seus jovens, e as suas virgens não celebraram desposórios. 64Os seus sacerdotes pereceram à espada, e as suas viúvas não derramaram lágrimas. 65E o Senhor despertou como de um sono, como um guerreiro dominado pelo vinho. 66E feriu os seus inimigos pelas costas: infligiu-lhes uma eterna ignomínia. 67E rejeitou o tabernáculo de José, e não escolheu a tribo de Efraim, 68Mas escolheu a tribo de Judá, o monte de Sião que amou. 69Edificou o seu santuário, como um céu, na terra que fundou para sempre. 70Escolheu Davide, seu servo, e tomou-o do meio dos apriscos das ovelhas: 71chamou-o, quando ia atrás das que amamentavam, para que apascentasse Jacob, seu povo, e Israel, sua herança. 72E ele apascentou-os segundo a integridade do seu coração, e com a prudência das suas mãos os conduziu.

Evangelho do dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13, 1-9

1Naquele dia, saindo Jesus de casa, sentou-se à beira do mar. 2E juntou-se em volta dele uma grande multidão de gente, de tal sorte que foi preciso entrar numa barca e sentar-se nela; e toda a multidão estava em pé sobre a praia. 3E disse-lhes muitas coisas por parábolas: "Eis que um semeador saiu a semear. 4Quando semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu e comeram-na. 5Outra parte caiu em lugar pedregoso, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque não tinha profundidade de terra. 6Mas, saindo o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou. 7Outra parte caiu entre os espinhos; e cresceram os espinhos, e a sufocaram. 8Outra parte, enfim, caiu em boa terra, e frutificou; uns grãos deram cem por um, outros sessenta, outros trinta. 9Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

As leituras e o salmo vêm da Bíblia da casa, não da tradução proclamada na Missa no Brasil, que é a da CNBB. O salmo responsorial traz a referência e o texto: os versos indicados, ou o salmo inteiro quando a fonte não os indica; o refrão, a divisão em estrofes, as antífonas e as orações são do Missal e do Lecionário, e não se reproduzem aqui.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.

Os cantos da Missa (Graduale)

16º Domingo do Tempo Comum

O canto gregoriano próprio desta Missa, com as partituras.