Primeira leitura
Leitura da Profecia de Isaías 40, 1.9-11
1Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 9Sobe a um alto monte, tu, que anuncias a boa nova a Sião; levanta com força a tua voz, tu, que anuncias a boa nova a Jerusalém; levanta-a, não temas. Dize às cidades de Judá: Eis aí o vosso Deus; 10eis que o Senhor Deus vem com fortaleza, eis que o seu braço domina; a sua recompensa está com ele, e o seu trabalho à sua frente. 11Apascentará como um pastor o seu rebanho; nos seus braços recolherá os cordeiros, tomá-los-á no seu seio, e conduzirá docemente as ovelhas que amamentam.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 103(104)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Bendiz, ó minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, tu és muito grande! Estás revestido de majestade e de esplendor, 2envolvido em luz como num manto. Tu estendeste o céu como um pavilhão, 3construiste sobre as águas os teus aposentos. Fazes das nuvens o teu carro, andas sobre as asas do vento. 4Dos ventos fazes os teus mensageiros, e do fogo ardente os teus ministros. 5Fundaste a terra sobre as suas bases, e não vacilará pelos séculos dos séculos. 6Com o oceano a cobriste como com um manto, e as águas mantiveram-se sobre as montanhas. 7Mas, à tua ameaça, (essas águas) fugiram, à voz do teu trovão tremeram. 8As montanhas elevaram-se, os vales desceram aos lugares que lhes marcaste. 9Estabeleceste-lhes limites, que não podem ultrapassar, para que não voltem a cobrir a terra. 10Mandas que das fontes nasçam os arroios que correm entre as montanhas, 11que a todos os animais do campo dão de beber: os asnos silvestres apagam a sua sede; 12junto deles habitam as aves do céu, (as quais) fazem ouvir as suas vozes por entre os ramos, 13Regas os montes (do alto) das tuas moradas, com o fruto das tuas obras é saciada a terra. 14Produzes erva para os animais, verduras para uso dos homens, para poderem tirar o pão do seio da terra, 15e o vinho que alegra o coração do homem; para fazer brilhar o seu rosto com azeite, para que o pão robusteça o coração do homem. 16São saciadas as árvores do Senhor, e os cedros do Líbano, que ele plantou. 17Ali fazem seus ninhos as aves, a casa da cegonha são os abetos. 18Os montes altos às cabras monteses, os penhascos aos roedores dão refúgio. 19Fez a lua para marcar os tempos; o sol conheceu o seu ocaso. 20Quando formas as trevas e se faz noite, então vagueiam todos os animais da selva. 21Os leõezinhos rugem em busca da presa, e pedem a Deus o seu sustento. 22Quando o sol desponta, retiram-se, vão recolher-se nos seus covis. 23Sai então o homem para o seu trabalho e para os seus labores até à noite. 24Quão numerosas são as tuas obras. Senhor! Fizeste com sabedoria todas as coisas: a terra está cheia das tuas criaturas. 25Eis o mar, grande e espaçoso, nele existem peixes sem número, animais pequenos e grandes. 26Por ele transitam os navios, e Leviatã, que formaste para nele brincar (entre as suas ondas). 27Todos esperam de ti, que lhes dês de comer a seu tempo, 28Dando-lho tu, eles o recolhem; abrindo a tua mão, enchem-se de bens. 29Se escondes o teu rosto, perturbam-se; se lhes tiras o espírito, perecem e voltam ao seu pó (de que saíram). 30Se envias o teu espírito, são criados, e renovas a face da terra. 31Seja eterna a glória do Senhor: alegre-se o Senhor nas suas obras, 32aquele (Senhor) que olha para a terra, e ela treme, que toca os montes, e eles fumegam. 33Cantarei ao Senhor durante toda a minha vida; cantarei salmos ao meu Deus enquanto existir. 34Sejam-lhe agradáveis as minhas palavras; quanto a mim, deleitar-me-ei nó Senhor. 35Desapareçam da terra os pecadores, e os ímpios não existam mais; bendiz, ó minha alma, o Senhor! Aleluia!