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Ora et Labora

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sábado, 1 de julho de 2028

Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum

Féria · VerdeTempo Comum (2ª parte)

Celebração do dia

Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum · Ano C · cor verde

Leituras da Missa

Primeira leitura

Leitura das Lamentações 2, 2-19

2BET. O Senhor destruiu, sem piedade, todas as moradas de Jacob: destruiu no seu furor as fortificações da filha de Judá, lançou-as por terra; rebaixou o reino e os seus príncipes. 3CHIMEL. Quebrou, no transporte do seu furor, todo o poderio de Israel; retirou a sua direita, em face do inimigo, e ateou em Jacob um incêndio que devora tudo em volta. 4DALET. Estendeu o seu arco como inimigo, firmou a sua direita como adversário, matou tudo o que era formoso à vista na tenda da filha de Sião, derramou como fogo a sua indignação. 5HE. O Senhor tornou-se como um inimigo; destruiu Israel, destruiu todos os seus palácios, arrasou as suas fortificações e encheu a filha de Judá de gemidos e mais gemidos. 6VAU. Destruiu a sua cerca como a dum jardim, demoliu o seu lugar de reunião; o Senhor suprimiu em Sião as festas e o sábado; rejeitou, na indignação do seu furor, o rei e o sacerdote. 7ZAIN. O Senhor perdeu a estima pelo seu altar, sentiu repulsa pelo seu santuário, entregou nas mãos dos Inimigos os muros das suas fortalezas; ergueram-se gritos na casa do Senhor, como em dia de solenidade. 8HET. O Senhor resolveu destruir os muros da filha de Sião; estendeu o seu cordel, e não retirou a sua mão, sem que ficasse tudo arruinado; enlutou o muro e antemuro, que estão, igualmente, desolados. 9TET. As suas portas estão sepultadas na terra; (o Senhor) destruiu, fez em pedaços as suas trancas; o seu rei e os seus príncipes estão entre as nações; já não há lei; os seus profetas já não conseguem visões do Senhor. 10JOD. Sentaram-se em terra, em silêncio, os velhos da filha de Sião; cobriram as suas cabeças de cinza, cingiram-se de cilícios. Inclinaram as suas cabeças até à terra, as virgens de Jerusalém. 11CAF. Os meus olhos enfraqueceram de tanto chorar, as minhas entranhas turbaram-se, o meu fígado derramou-se por terra vendo a ruína da filha do meu povo, quando caíam mortos os meninos e as crianças de peito nas praças da cidade. 12LAMED. Eles diziam a suas mães: Onde está o trigo e o vinho? - quando, como feridos, iam desfalecendo nas praças da cidade, quando entregavam as suas almas no regaço de suas mães. 13MEM. A quem te compararei, a quem te assemelharei, é filha de Jerusalém? Quem acharei igual a ti, para te consolar, ó virgem, filha de Sião? É grande como o mar a tua ruína: quem poderá curar-te? 14NUN. Os teus profetas anunciaram, a teu respeito, visões vãs e insensatas, e não te manifestaram a tua iniquidade, para te evitarem o cativeiro, mas anunciaram-te visões de engano e de mentira. 15SAMEC. Batiam com as mãos, vendo-te todos os que passavam pelo caminho; assobiavam e abanavam a cabeça contra a filha de Jerusalém. Eis a cidade (diziam eles) de perfeita formosura, as delícias de toda a terra! 16FE. Abriam contra ti a sua boca todos os teus inimigos; assobiavam e rangiam os dentes, dizendo; Devorámo-la! Eis o dia que esperávamos; aqui o temos, aqui o vemos. 17AIN. O Senhor fez o que tinha planejado, cumpriu a palavra que tinha pronunciado desde os tempos antigos; destruiu sem piedade, alegrou o inimigo a teu respeito, exaltou o poder dos teus adversários. 18SADE. O seu coração clama ao Senhor! Ó muralha da filha de Sião, faze correr uma como torrente de lágrimas de dia e de noite; não te dês descanso algum, não repouse a pupila dos teus olhos. 19COF. Levanta-te, ergue clamores de noite, no princípio das vigílias; derrama o teu coração como água diante do Senhor; levanta as tuas mãos para ele, (chorando) pela vida dos teus filhinhos, que desfalecem de fome a todos os cantos das ruas.

Palavra do Senhor.

Salmo do dia

Sl 73(74)

A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.

1Maskil. Do Asaf, Por que razão, ó Deus, nos desamparaste para sempre? (Por que razão) se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? 2Lembra-te da tua família, que fundaste desde a antiguidade, da tribo que para propriedade tua resgataste, do monte de Sião, em que estabeleceste a tua morada. 3Dirige os teus passos para essas ruínas irreparáveis: o inimigo tudo devastou no santuário. 4Rugiram os teus adversários no lugar da tua assembleia, arvoraram os seus estandartes como troféu. 5Pareciam-se com os que no bosque vibram o machado, 6e com o machado e o martelo igualmente despedaçam as suas portas. 7Puseram fogo ao teu santuário; na terra profanaram o tabernáculo do teu nome. 8Disseram no seu coração: "Destruámo-los todos juntamente; incendiai todos os santuários de Deus na terra." 9Já não vemos os nossos prodígios, já não há um profeta (que nos guie); nem há entre nós quem saiba até quando. 10Até quando, ó Deus, nos insultará o inimigo? O adversário há-de blasfemar sempre o teu nome? 11Por que retraia a tua mão? Por que reténs a tua direita no teu seio? 12Deus, todavia, é meu rei desde outrora, ele que opera a salvação no meio da terra. 13Tu com o teu poder abriste o mar (Vermelho), pisaste as cabeças dos dragões nas águas. 14Tu quebraste as cabeças do Leviatã, deste-lo por comida aos monstros marinhos. 15Tu fizeste brotar fontes e torrentes; tu secaste os rios caudalosos. 16Teu é o dia, e tua é a noite; tu fixaste a lua e o sol. 17Tu estabeleceste todos os limites da terra, o estio e o inverno, tu os formaste. 18Lembra-te disto: o inimigo ultrajou-te. Senhor, e um povo insensato blasfemou do teu nome. 19Não abandones ao abutre a vida da tua rola, e não esqueças para sempre as vidas dos teus pobres. 20Olha para a tua aliança, porque todos os esconderijos do país e os campos estão cheios de violência. 21Não se volte confundido o humilde: o pobre e o desvalido louvam o teu nome. 22Levanta-te, ó Deus, defende a tua causa; lembra-te do ultraje que o néscio te dirige continuamente. 23Não te esqueças dos gritos dos teus adversários: o tumulto dos que se insurgem contra ti aumenta continuamente.

Evangelho do dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8, 5-17

5Tendo entrado em Cafarnaum, aproximou-se dele um centurião, e fez-lhe uma súplica, 6dizendo: "Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, e sofre muito." 7Jesus disse-lhe: "Eu irei e o curarei." 8Mas o centurião, respondeu: "Senhor, eu não sou digno que entres na minha casa; diz, porém, uma só palavra, e o meu servo será curado. 9Pois também eu sou um homem sujeito a outro, tendo soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faz isto, e ele o faz." 10Jesus, ouvindo estas palavras, admirou-se, e disse para os que o seguiam: "Em verdade vos digo: Não achei fé tão grande em Israel. 11Digo-vos, pois, que virão muitos do Oriente e do Ocidente, e se sentarão com Abraão, Isaac e Jacob no reino dos céus, 12enquanto que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá pranto e ranger de dentes." 13Então disse Jesus ao centurião: "Vai, seja-te feito conforme creste." E naquela mesma hora ficou curado o servo. 14Tendo chegado Jesus a casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre; 15e tomou-a pela mão, e a febre a deixou, e ela levantou-se e pôs-se a servi-los. 16Pela tarde apresentaram-se muitos possessos do demônio, e ele com a sua palavra expulsou os espíritos (maus), e curou todos os enfermos; 17cumprindo-se deste modo o que foi anunciado pelo profeta Isaías, quando diz (Is. 53, 4): Ele mesmo tomou as nossas fraquezas, e carregou com as nossas enfermidades.

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

As leituras e o salmo vêm da Bíblia da casa, não da tradução proclamada na Missa no Brasil, que é a da CNBB. O salmo responsorial traz a referência e o texto: os versos indicados, ou o salmo inteiro quando a fonte não os indica; o refrão, a divisão em estrofes, as antífonas e as orações são do Missal e do Lecionário, e não se reproduzem aqui.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.

Os cantos da Missa (Graduale)

12º Domingo do Tempo Comum

O canto gregoriano próprio desta Missa, com as partituras.