Primeira leitura
Leitura da Profecia de Ezequiel 9, 1—10, 22
1Então uma grande voz gritou aos meus ouvidos: Os flagelos da cidade estão a chegar, cada um com um instrumento de morte em sua mão. 2E eis que vinham seis homens pelo caminho da porta superior que olha para o norte, trazendo cada um em sua mão um instrumento de ruína. Havia também no meio deles um homem vestido de roupas de Unho, com um tinteiro de escriba à cinta. Entraram e puseram-se junto do altar de bronze. 3E a glória do Deus de Israel elevou-se de cima do querubim, sobre o qual estava, indo-se pôr à entrada do templo. O Senhor chamou o homem, que estava vestido de roupas de linho e que tinha o tinteiro de escriba à cinta, 4e disse-lhe: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e com um tau marca a fronte dos homens que gemem e que se doem de todas as abominações que se fazem no meio dela. 5E aos outros disse, ouvindo-o eu: Passai pela cidade, seguindo-o, e feri; não sejam, compassivos os vossos olhos, não tenhais compaixão alguma. 6Velhos, jovens, donzelas, meninos, mulheres, matai-os a todos, sem que nenhum escape; mas não mateis nenhum daqueles sobre quem virdes o tau. E começai pelo meu santuário. Começaram, pois, (a matança) pelos anciães que estavam diante da casa (do Senhor). 7E disse-lhes: Profanai a casa, enchei os seus átrios de mortos, e depois, sai. Eles saíram e iam matando os que estavam na cidade. 8Acabada a matança, ficando só eu ali, prostrei-me com o rosto por terra e disse, gritando: Ai, Senhor Deus! Porventura destruirás tudo o que resta de Israel, derramando o teu furor sobre Jerusalém? 9Ele disse-me: A iniquidade da casa de Israel e da casa de Judá é grande, imensamente grande: a terra está toda coberta de sangue, e a cidade repleta de injustiças, porque eles disseram: O Senhor abandonou a terra, o Senhor não vê. 10Pois também o meu olho não poupará, não terei compaixão alguma; sobre a sua cabeça farei recair as suas obras. 11E eis que o homem, vestido de roupas de linho, que tinha o tinteiro à cinta, veio dar contas (da sua missão), dizendo: Fiz o que mandaste. Capítulo 10 1E olhei, e eis que no firmamento, que estava sobre a cabeça dos querubins, havia uma espécie de pedra de safira, à semelhança dum trono, sobre eles. 2(O Senhor) falou ao homem que estava vestido de roupas de linho, assim: Vai aos intervalos das rodas que estão debaixo dos querubins, enche a tua mão de carvões ardentes, que estão entre os querubins, e espalha-os sobre a cidade. E ele foi, à minha vista. 3Os querubins estavam ao lado direito da casa (do Senhor) quando lá entrou aquele homem, e a nuvem encheu o átrio interior. 4A glória do Senhor elevou-se de cima dos querubins, indo-se pôr à entrada da casa, e a casa ficou coberta com a nuvem, e o átrio encheu-se do esplendor da glória do Senhor. 5O ruído das asas dos querubins ouviu-se até ao átrio exterior, parecendo-se com a voz de Deus Omnipotente, quando fala. 6Tendo o Senhor dado ao homem, que estava vestido de roupas de linho, esta ordem: Toma do fogo do intervalo das rodas que estão entre os querubins ele foi e pôs-se junto das rodas. 7Então um querubim estendeu a mão do meio dos querubins para o fogo, que estava entre os querubins, pegou nele e pô-lo nas mãos daquele que estava vestido de roupas de linho, o qual, tomando-o, saiu. 8Via-se nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. 9Olhei ainda e (vi que) havia quatro rodas junto dos querubins: uma roda junto de cada querubim. O aspecto destas rodas era como ó duma pedra de crisólito. 10Todas quatro pareciam semelhantes, como se uma roda estivesse no melo de outra roda. 11Ao avançar, moviam-se nas quatro direcções, e não tornavam para trás quando andavam, porque, para onde a que estava primeiro dirigia o seu caminho, para lá também as outras seguiam, sem voltar para nenhum outro lado. 12Todo o corpo (dos querubins), o seu dorso, as suas mãos e asas, bem como as rodas, estavam cheios de olhos em toda a volta: cada um dos quatro tinha uma roda. 13A estas rodas ouvi dar o nome de turbilhão. 14Cada um (destes querubins) tinha quatro faces: a primeira face era face de querubim; a segunda face era face de homem; a terceira era face de leão; e a quarta era face de águia. 15Os querubins elevaram-se: eram os seres vivos que eu tinha visto junto do rio Cobar. 16Quando os querubins andavam, também as rodas andavam igualmente junto deles; e, quando os querubins estendiam as suas asas para se elevarem da terra, as rodas também não se desviavam de junto deles. 17Quando eles paravam, paravam elas; quando eles se elevavam, elas se elevavam com eles, porque o espírito dos seres vivos (também) estava nelas. 18(Depois) saiu a glória do Senhor da entrada do templo e pôs-se sobre os querubins. 19Os querubins estenderam as suas asas e elevaram-se da terra, a meus olhos, partindo, juntamente com as rodas. Pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava sobre eles. 20Estes são os mesmos seres vivos que vi debaixo do Deus de Israel, junto do rio Cobar; conheci que eram querubins. 21Cada um deles tinha quatro faces, cada um quatro asas; e debaixo das suas asas apareciam umas semelhanças de mãos humanas. 22As suas faces eram semelhantes às que eu tinha visto do rio Cobar. Cada um caminhava direito para a frente.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 112(113)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Aleluia. Louvai, ó servos do Senhor, louvai o nome do Senhor. 2Seja bendito o nome do Senhor, desde agora e para sempre. 3Desde o nascer do sol até ao seu ocaso, seja louvado o nome do Senhor. 4Excelso é o Senhor, sobre todas as gentes, e a sua glória está acima dos céus. 5Quem há como o Senhor nosso Deus, que está sentado nas alturas, 6e baixa os olhos sobre o céu e sobre a terra? 7Levanta do pó o desvalido, tira da imundície o pobre, 8para o colocar com os príncipes, com os príncipes do seu povo. 9E a que era (antes) estéril, fá-la viver em sua casa, como mãe alegre de seus filhos.