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Corpus Christi

Ss. Corporis et Sanguinis Christi

Os próprios da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), conforme o Graduale Romanum (1974), pp. 377–383. Destaca-se a Sequência «Lauda Sion Salvatórem» (24 estrofes, ad libitum no GR 1974), composta por São Tomás de Aquino; o Gradual é impresso separadamente em GR 1974, p. 343 («Oculi ómnium»); o Ofertório é apenas indicado por remissão («Portas caeli, 207; vel Sanctificávit Móyses, 338») e não possui ficheiro próprio nesta coleção. Inclui a PROCISSÃO EUCARÍSTICA (Pange lingua, Sacris solémniis e Verbum supérnum ad libitum) e a Bênção do Santíssimo (Tantum ergo, versículo «Panem de cælo»).

Missa

Salmo 80, 17; verso: Salmo 80, 2

À entrada. Canta-se a antífona com o verso do salmo e o Glória Patri; repete-se a antífona.

Deu-lhes a comer do mel do trigo, aleluia:

e da pedra os saciou com mel, aleluia, aleluia, aleluia.

Sl.Exultai a Deus, nosso auxílio:

aclamai com júbilo ao Deus de Jacob.

℣.Glória ao Pai.

Graduale Romanum 1974, p. 377 (melodia: GR 1961, pp. 297 e 313)

Salmo 144, 15.16

Após a primeira leitura. O GR 1974 imprime este gradual em p. 343 e remete a essa página em pp. 377–378 (remissão: «GR. Oculi ómnium, 343»).

Os olhos de todos esperam em vós, Senhor,

e vós lhes dais o alimento

no tempo oportuno.

℣.Abris a vossa mão,

e cumulais de bênção todo ser vivente.

Graduale Romanum 1974, p. 343 (melodia: GR 1961, p. 314)

João 6, 56.57

Antes do Evangelho. Canta-se o Aleluia, o verso, e repete-se o Aleluia.

Aleluia.

℣.A minha carne é verdadeira comida

e o meu sangue é verdadeira bebida:

quem come a minha carne

e bebe o meu sangue

permanece em mim

e eu nele.

Graduale Romanum 1974, p. 378 (SS.MI Corporis et Sanguinis Christi; melodia: GR 1961, p. [96] e 314)

Hino ao Santíssimo Sacramento

Sequência ad libitum (GR 1974, p. 379). Composta por São Tomás de Aquino. Cantada entre o Aleluia e o Evangelho quando se usa. Contém 24 estrofes.

Louva, ó Sião, o Salvador,

louva o guia e o pastor,

com hinos e cânticos.

Quanto podes, tanto ousa:

porque ele é maior que todo louvor

e nunca o louvarás o bastante.

Tema especial de louvor,

pão vivo e vital,

hoje é proposto.

O que na mesa da santa Ceia

à multidão dos doze irmãos

foi dado, não se duvida.

Seja o louvor pleno, sonoro,

seja alegre, seja decente

a jubilação do espírito.

Pois se celebra o dia solene

em que pela primeira vez foi recordada

a instituição desta mesa.

Nesta mesa do novo Rei,

a nova Páscoa da nova lei

encerra a antiga Páscoa.

A novidade expulsa o antigo,

a verdade afasta a sombra,

a luz dissipa a noite.

O que Cristo fez na Ceia

expressou que devia ser feito

em memória dele.

Instruídos pelas santas tradições,

consa gramos o pão e o vinho

em hóstia de salvação.

Este dogma é dado aos cristãos:

que o pão se converte em carne,

e o vinho em sangue.

O que não compreendes, o que não vês,

a fé animosa o confirma

fora da ordem das coisas.

Sob as diversas espécies,

meros sinais e não as coisas,

estão escondidas realidades sublimes.

A carne é alimento, o sangue é bebida:

mas Cristo permanece todo inteiro

sob cada uma das espécies.

Quem o recebe não o divide,

não o quebra, não o separa:

será recebido inteiro.

Um o recebe, mil o recebem:

este tanto quanto aqueles:

não se consome ao ser recebido.

Recebem-no os bons, recebem-no os maus:

mas com sorte desigual,

de vida ou de morte.

É morte para os maus, vida para os bons:

vede como da mesma recepção

quão díspares são os frutos.

Partido enfim o sacramento,

não vaciles, mas lembra-te

que só um fragmento contém

tanto quanto o todo encobre.

Nenhuma divisão da coisa ocorre:

só o sinal se parte,

e por isso nem o estado nem a grandeza

daquele que é significado se diminui.

Eis o Pão dos Anjos,

feito alimento dos viajantes:

verdadeiro pão dos filhos,

não para ser lançado aos cães.

Nas figuras foi prefigurado:

quando Isaac foi imolado,

quando foi designado o cordeiro pascal,

quando o maná foi dado aos pais.

Bom pastor, verdadeiro pão,

Jesus, tende misericórdia de nós:

tu nos apascenta, nos guarda,

faze-nos ver os bens

na terra dos viventes.

Tu que tudo sabes e podes,

que aqui nos apascentas mortais:

faze-nos lá teus comensais,

coherdeiros e companheiros

dos santos cidadãos do céu.

Amen.

Graduale Romanum 1974, pp. 379–383 (GR 1961, p. 315; GregoBase id 308; 24 estrofes completas)

Salmo 77, 23.24.25

Durante a apresentação das oferendas. O Graduale remete (p. 383): «Portas cæli, 207». Fora do Tempo Pascal omite-se o aleluia final.

O Senhor abriu as portas do céu

e choveu sobre eles o maná para comerem:

deu-lhes o pão do céu:

pão dos anjos comeu o homem, aleluia.

Graduale Romanum 1974, p. 207 (melodia: GR 1961, p. 251 / LU 1961, p. 795)

Cf. Êxodo 24, 4.5

Durante a apresentação das oferendas, ad libitum no lugar do «Portas cæli» (remissão da p. 383: «vel Sanctificávit Móyses, 338»).

Moisés consagrou o altar ao Senhor,

oferecendo sobre ele holocaustos

e imolando vítimas:

fez o sacrifício vespertino

em fragância suavíssima ao Senhor Deus,

perante os filhos de Israel.

Graduale Romanum 1974, p. 338 (melodia: GR 1961, p. 374)

João 6, 57

Durante a Comunhão.

Quem come a minha carne

e bebe o meu sangue

permanece em mim, e eu nele,

diz o Senhor.

Graduale Romanum 1974, p. 383 (melodia: GR 1961, p. 344)

Procissão eucarística

São Tomás de Aquino (†1274); 1Cor 11, 23-25; Jo 6

Hino principal da procissão eucarística. Entoa-se à saída, quando o sacerdote leva o Santíssimo Sacramento sob o pálio e o cortejo começa a caminhar. Cantam-se as estrofes ao longo do percurso; as duas últimas — estrofe 5 (Tantum ergo) e estrofe 6 (Genitóri Genitóque) — reservam-se, por costume, para a Bênção do Santíssimo, ao chegar ao altar onde se faz a estação final. É o mesmo hino que já consta na Transladação da Quinta-feira Santa; o texto latíno foi alinhado palavra por palavra ao da peça existente para garantir o reuso.

Proclama, ó língua, o mistério

do glorioso Corpo

e do precioso Sangue

que o Rei das nações derramou

como preço do mundo,

fruto de um ventre generoso.

2.Dado a nós, nascido para nós

da imaculada Virgem,

e tendo habitado no mundo,

após semear a semente do Verbo,

concluiu com admirável ordem

os dias do seu peregrinar.

3.Na noite da última Ceia,

reclinado com seus irmãos,

cumprida plenamente a lei

nos alimentos legais,

deu-se com as suas próprias mãos

como alimento à multidão dos doze.

4.O Verbo se fez carne e pelo Verbo

transforma o pão em verdadeira carne:

e o vinho puro torna-se sangue de Cristo;

e se os sentidos falham,

só a fé é suficiente

para firmar o coração sincero.

5.Tão grande sacramento

veneremos prostrando-nos:

e o antigo testemunho

ceda ao novo rito:

que a fé supla

a deficiência dos sentidos.

6.Ao Pai e ao Filho gerado

loor e júbilo,

saúde, honra, força também

e bênção;

em igual medida,

louvor ao que de ambos procede. Ámen.

Graduale Romanum 1974, pp. 170–172 (modo 3; = GR 1961, p. 152* / LU 1961, p. 957; GregoBase ID 1310). Estrofes 1–4 musicadas; 5–6 em texto simples na mesma melodia.

São Tomás de Aquino (†1274); hino das Matinas / Ofício das Leituras de Corpus Christi

Pode cantar-se durante o percurso da procissão, em alternância com o Pange lingua. É o hino das Matinas (Ofício das Leituras) de Corpus Christi, de São Tomás de Aquino; a sua penúltima estrofe é o célebre «Panis angélicus». As estrofes 6 e 7 podem entoar-se isoladamente, em especial numa estação.

Aos sagrados ritos solenes una-se a alegria,

e do íntimo do coração ressoem os louvores;

retirem-se as coisas velhas, tudo seja novo:

os corações, as vozes e as obras.

2.Recorda-se a última Ceia daquela noite,

em que se crê ter Cristo dado aos irmãos

o cordeiro e os ázimos, segundo as prescrições

outrora concedidas aos antigos pais.

3.Depois do cordeiro figurativo, terminada a ceia,

o Corpo do Senhor foi dado aos discípulos,

todo a todos e todo a cada um,

pelas suas próprias mãos, confessamo-lo.

4.Deu aos fracos o alimento do seu Corpo,

deu aos tristes a bebida do seu Sangue,

dizendo: Tomai o cálice que vos entrego;

bebei dele todos.

5.Assim instituiu este sacrifício,

cujo ofício quis que fosse confiado

somente aos sacerdotes, aos quais compete

recebê-lo e dá-lo aos demais.

6.O Pão dos Anjos faz-se pão dos homens;

o pão do céu põe fim às figuras;

ó realidade admirável: come o Senhor

o pobre, o servo e o humilde.

7.A vós, Trindade e Unidade divina, suplicamos:

visitai-nos assim como vos adoramos;

por vossos caminhos conduzi-nos aonde tendemos,

à luz em que habitais. Ámen.

Texto integral das 7 estrofes conferido palavra por palavra em três das fontes verificadas (Hymnary.org, Wikipedia «Sacris solemniis», Parish Book of Chant / CMAA), incluindo as leituras canônicas «sonent præcónia», «córporis férculum / sánguinis póculum» e «panis cǽlicus». Hino do Ofício de Corpus Christi cantado na procissão ad libitum. Modo 4 (melodia gregoriana clássica do Ofício; o Liber Usualis traz mais de uma melodia — conferir a melodia no LU/Liber Hymnarius antes de gravar o GABC). Confiança alta no TEXTO; modo tradicional defensável. Melodia: Liber Usualis 1961, p. 920 (modo 4; GregoBase id 2274).

São Tomás de Aquino (†1274); hino das Laudes de Corpus Christi

Pode cantar-se durante a procissão, em alternância com os hinos anteriores. É o hino das Laudes de Corpus Christi, de São Tomás de Aquino; as duas últimas estrofes formam o «O salutáris hóstia», cantado na exposição do Santíssimo.

Verbum supérnum pródiens,

nec Patris línquens déxteram,

ad opus suum éxiens,

venit ad vitæ vésperam.

2.In mortem a discípulo

suis tradéndus æmulis,

prius in vitæ férculo

se trádidit discípulis.

3.Quibus sub bina spécie

carnem dedit et sánguinem;

ut dúplicis substántiæ

totum cibáret hóminem.

4.Se nascens dedit sócium,

convéscens in edúlium,

se móriens in prétium,

se regnans dat in præmium.

5.O salutáris hóstia,

quæ cæli pandis óstium,

bella premunt hostília;

da robur, fer auxílium.

6.Uni trinóque Dómino

sit sempitérna glória:

qui vitam sine término

nobis donet in pátria. Amen.

O Verbo do alto, vindo do Pai,

sem deixar a sua direita,

saindo para a sua obra,

veio ao entardecer da vida.

2.Prestes a ser entregue à morte

por um discípulo aos seus inimigos,

primeiro, no alimento da vida,

entregou-se aos seus discípulos.

3.A eles, sob dupla espécie,

deu a Carne e o Sangue,

para, com a dupla substância,

nutrir o homem todo inteiro.

4.Nascendo, deu-se como companheiro;

à mesa, fez-se alimento;

morrendo, fez-se resgate;

reinando, dá-se como prêmio.

5.Ó salutar hóstia,

que abres a porta do céu,

guerras hostis nos oprimem;

dá-nos força, presta-nos auxílio.

6.Ao Senhor uno e trino

seja a glória sempiterna:

que nos conceda na pátria

a vida sem fim. Ámen.

Texto integral das 6 estrofes conferido verbatim em três das fontes verificadas (Wikipedia «Verbum supernum prodiens», Hymnary.org, EWTN/Catholic Cornucopia — «Hymns of the Breviary and Missal»), incluindo «se trádidit discípulis» (estr. 2) e a estrofe «O salutáris hóstia» (estr. 5). Hino do Ofício de Corpus Christi cantado na procissão ad libitum. Modo 8 (melodia gregoriana das Laudes, rotulada «nec 8» nos livros de Solesmes / Neumz); há arranjos posteriores em outras melodias. Confiança alta no TEXTO; modo tradicional defensável.

São Tomás de Aquino (†1274); estrofes 5–6 do Pange lingua

Canta-se na estação da Bênção (ou ao chegar ao altar do término): todos se ajoelham e entoa-se o Tantum ergo enquanto o sacerdote incensa o Santíssimo exposto. São as duas últimas estrofes do Pange lingua, com a mesma melodia (modo 3). É o único hino que a Igreja prescreve para a Bênção do Santíssimo Sacramento. Segue-se o versículo «Panem de cælo» e a oração.

Tão grande sacramento

veneremos prostrados:

e o antigo testemunho

ceda ao novo rito:

que a fé supla

a deficiência dos sentidos.

Ao Pai e ao Filho gerado

loor e júbilo,

saúde, honra, força também

e bênção;

em igual medida,

louvor ao que de ambos procede. Ámen.

Texto = estrofes 5–6 do Pange lingua já existente no app, alinhado palavra por palavra (jubilátio com j). Graduale Romanum 1974, p. 170–172; LU 1961, p. 957–958 (modo 3; GregoBase ID 1310). Estatuto de único hino prescrito para a Bênção confirmado nas fontes. NOTA de dedup: é sub-trecho do Pange lingua (ordem 1); mantida como peça distinta por clareza pastoral do momento ritual da Bênção — pode ser suprimida se a política do app for não duplicar sub-trechos. Melodia: Liber Usualis 1961 (modo 3; GregoBase id 2176).

cf. Sabedoria 16, 20

Concluído o Tantum ergo, de pé, o sacerdote canta este versículo, ao qual o povo responde, antes da oração da Bênção. Em Corpus Christi e no Tempo Pascal acrescenta-se o «allelúia» ao versículo e à resposta (cf. Sb 16, 20).

℣.Panem de cælo præstitísti eis, allelúia.

℟.Omne delectaméntum in se habéntem, allelúia.

℣.Do céu lhes destes o pão, aleluia.

℟.Que contém em si toda a doçura, aleluia.

Versículo da Bênção eucarística, conferido em três fontes verificadas (Cantus Database — chant 495709 / Cantus ID 800331, classificado como peça de Corpus Christi; Wikipedia «Tantum ergo»; LU 1961, p. 957–959). Usa-se a forma breve da Bênção («Omne delectaméntum in se habéntem»), distinta da forma longa do Ofício («Omne delectaméntum suavitátis in se habéntem»). O «allelúia» é próprio de Corpus Christi e do Tempo Pascal. Tipo «responsorio» é aproximação do schema (idealmente «versiculo»).

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