Atribuído a São Nicetas de Remesiana (séc. IV)
No fim do Ofício das Vigílias em domingos e festas, e em ação de graças solene. Ajoelha-se ao verso «Te ergo quǽsumus».
Nós vos louvamos, ó Deus, * e vos proclamamos Senhor.
A vós, Pai eterno, toda a terra venera.
A vós todos os Anjos, a vós os Céus e todas as Potestades,
a vós os Querubins e Serafins com voz incessante proclamam:
Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos.
Cheios estão os céus e a terra da majestade da vossa glória.
A vós o glorioso coro dos Apóstolos,
a vós o louvável número dos Profetas,
a vós louva o exército dos Mártires, vestido de branco.
A vós, por toda a terra, confessa a santa Igreja:
Pai de imensa majestade;
e o vosso adorável, verdadeiro e único Filho;
e também o Espírito Santo, o Paráclito.
Vós sois o Rei da glória, ó Cristo.
Vós sois o Filho sempiterno do Pai.
Vós, para libertar o homem, não temestes o seio da Virgem.
Vós, vencido o aguilhão da morte, abristes aos que creem o Reino dos céus.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai.
Cremos que haveis de vir como Juiz.
Por isso vos suplicamos: socorrei os vossos servos, que remistes com o vosso sangue precioso.
Fazei que sejam contados entre os vossos santos na glória eterna.
Salvai o vosso povo, Senhor, e abençoai a vossa herança.
Governai-os e exaltai-os até a eternidade.
Dia após dia nós vos bendizemos,
e louvamos o vosso nome pelos séculos, e pelos séculos dos séculos.
Dignai-vos, Senhor, neste dia, guardar-nos sem pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, Senhor, como em vós esperamos.
Em vós, Senhor, esperei: não serei confundido eternamente.
Graduale Romanum 1961, p. 141*; Liber Usualis 1961, p. 1832 (GregoBase id 2809)