Novo Testamento
Epístola aos Romanos
Ver todosPor isso, quem quer que sejas, ó homem que julgas, és inexcusável, porque, naquilo mesmo em que julgas a outro, a ti mesmo te condenas, visto que fazes as mesmas coisas que julgas.
Ora nós sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra aqueles que fazem tais coisas.
E tu, ó homem, que julgas aqueles que fazem tais coisas e (também) as fazes, julgas porventura que escaparás ao juízo de Deus?
Ou desprezaste as riquezas da sua bondade, paciência e longanimidade? Ignoras que a bondade de Deus te convida à penitência?
Mas com a tua dureza e coração impenitente acumulas para ti um tesouro de ira para o dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus,
que há-de dar a cada um segundo as suas obras:
(dará) a vida eterna aos que, perseverando na prática do bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade;
(dará) ira e indignação aos que são pertinazes, indóceis à verdade, mas dóceis à injustiça,
(Sim), tribulação e angústia para a alma de todo o homem que faz o mal, do judeu primeiramente, e depois do grego,
mas glória, honra e a paz a todo aquele que faz o bem, ao judeu primeiramente, e depois ao grego,
porque, diante de Deus, não há acepção de pessoas.
Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei perecerão, e todos os que com a lei pecaram, pela lei serão julgados.
De fato, não são justos diante de Deus os que ouvem a lei, mas os que observam a lei é que serão justificados.
Com efeito, quando os gentios, que não têm lei (escrita), fazem naturalmente as coisas que são da lei, esses, não tendo lei, a si mesmos servem de lei
e mostram que o que a lei ordena está escrito nos seus corações, dando-lhes testemunho a sua própria consciência e os pensamentos, que os acusam (se fizerem o mal) ou defendem (se fizerem o bem) .
Isto ver-se-á naquele dia em que Deus, segundo o meu Evangelho, há-de julgar as coisas ocultas dos homens por meio de Jesus Cristo.
Tu, que tens o nome de judeu, e repousas sobre a lei e te glorias em Deus,
que conheces a sua vontade, e, instruído pela lei, distingues o que é mais proveitoso,
e te vanglorias de ser guia dos cegos, luz daqueles que estão nas trevas,
doutor dos ignorantes, mestre das crianças, tendo na lei a regra da ciência a da verdade...
tu, pois, que ensinas os outros, não te ensinas a ti mesmo! Tu, que pregas que se não deve furtar, furtas!
Tu, que dizes que se não deve cometer adultério, és adúltero! Tu, que abominas os ídolos, cometes o sacrilégio!
Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus, transgredindo a lei!
Em realidade, o nome de Deus por causa de vós é blasfemado entre as gentes (Is. 52, 5), como está escrito.
A circuncisão aproveita, é verdade, se guardares a lei; mas, se fores transgressor da lei, com a tua circuncisão tornas-te um incircunciso.
Se, pois, um incircunciso guardar os preceitos da lei, não será, apesar da sua incircuncisão, considerado como circunciso?
E aquele que é incircunciso natural, cumprindo a lei (não) te julgará a ti que, com a letra (da lei) e com a circuncisão, és transgressor da lei.
Porque não é judeu o que o é (apenas) externamente, nem é circuncisão a que aparece na carne,
mas é (verdadeiro) judeu aquele que o é no interior e a (verdadeira) circuncisão é a do coração, segundo o espírito e não segundo a letra; este (verdadeiro) judeu terá o seu louvor não dos homens, mas de Deus.