Primeira leitura
Leitura da Profecia de Joel 1, 13—2, 2
13Cingi-vos, sacerdotes, e chorai; soltai gritos, ministros do altar! Vinde, passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus, porque da casa do vosso Deus o povo desapareceram a oferenda e a libação. 14Ordenai à um jejum sagrado, convocai a assembleia, congregai os anciães e todos os habitantes do país, para a casa do vosso Deus, e clamai ao Senhor. 15Ai, que dia (terrível)! O dia do Senhor está perto! Virá como uma assolação da parte do Todo-Poderoso. 16Porventura não desapareceram diante dos vossos olhos os alimentos, e, da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo? 17As sementes apodreceram debaixo dos torrões, os celeiros estão vazios, os armazéns arruinados, porque se perdeu o trigo. 18Por que gemem os animais, porque andam errantes manadas de bois, desvairadamente? Porque não têm pastos; até os rebanhos das ovelhas perecem. 19Clamo a ti, Senhor, porque o fogo (da sequeira) devorou toda a verdura do deserto, a chama queimou todas as árvores dos campos. 20Os próprios animais levantam a cabeça para ti, porque as correntes de água secaram e o fogo (da sequeira) devorou tudo o que havia de verde no deserto. Capítulo 2 1Tocai a trombeta em Sião, soltai gritos sobre o meu santo monte! Estremeçam todos os habitantes da terra, porque se aproxima o dia do Senhor, está perto, 2Dia de trevas e de escuridão, dia de nublados e de sombras! Como a luz da aurora se espalha sobre os montes, assim um povo numeroso e possante (se difundirá por toda a vossa terra de Israel), semelhante ao qual não houve desde o princípio, nem depois haverá outro no decorrer dos séculos.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 9(9)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Ao mestre do coro. Segundo a melodia do cântico "Mút labben". Salmo. De Davide. 2Eu te louvarei. Senhor, com todo o meu coração contarei todas as tuas maravilhas. 3Alegrar-me-ei e regozijar-me-ei em ti, cantarei salmos ao teu nome, ó (Deus) Altíssimo, 4porque os meus inimigos retrocederam, à tua vista caíram e pereceram. 5Com efeito, defendeste o meu direito e a minha causa, sentaste-te sobre o trono, como justo juiz. 6Repreendeste as nações, exterminaste o ímpio, apagaste o seu nome para sempre. 7Os inimigos desfaleceram, arruinados para sempre, e destruíste as suas cidades: a memória deles pereceu. 8Porém o Senhor permanece eternamente, preparou o seu trono para exercer o juízo. 9Ele mesmo julgará o mundo com justiça, julgará os povos com equidade. 10E o Senhor será refúgio do oprimido, refúgio oportuno nas horas de angústia. 11E em ti esperarão os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam. 12Cantai ao Senhor, que habita em Sião, divulgai entre os povos as suas obras, 13porque, vingando o sangue (dos seus servos, mostrou que) se lembrou deles, não se esqueceu do clamor dos pobres. 14Tem compaixão de mim, Senhor: vê a aflição que sofro da parte dos meus inimigos, arranca-me das portas da morte, 15para que publique todos os teus louvores às portas da filha de Sião, e exulte com o teu auxilio. 16As gentes (que me perseguiam) caíram na fossa que cavaram, no mesmo laço, que esconderam (para me prenderem), ficou preso a seu pé. 17(Deste modo) o Senhor manifestou-se, fez justiça; nas obras das suas (próprias) mãos ficou enredado o pecador. 18Retirem-se para o túmulo os pecadores, todas as gentes que se esqueceram de Deus. 19Com efeito, não estará para sempre esquecido o pobre, nem a confiança dos infelizes será para sempre frustrada. 20Levanta-te, Senhor, não prevaleça o homem (malvado), sejam julgadas as gentes em tua presença. 21Ó Senhor, incute-lhes terror, para que as gentes saibam que são homens.