Primeira leitura
Leitura da Profecia de Miqueias 2, 1-5
1Ai dos que planeiam a iniquidade, dos que maquinam o mal em seus leitos e o executam logo que amanhece, porque têm o poder em sua mão. 2Cobiçam as terras (dos seus vizinhos) e roubam-nas, as casas, e apoderam-se delas; lançam a mão ao homem e à sua casa, aos donos e aos seus bens. 3Portanto isto diz o Senhor: Eis que faço tenção de enviar sobre este povo uma calamidade, de que não livrareis o vosso pescoço; não andareis mais com um passo soberbo, porque o tempo será calamitoso. 4Naquele dia será composta sobre vós uma sátira e cantar-se-á uma elegia: Estamos inteiramente devastados; a parte do meu povo passa a outros! Como ma arrebatam? Os nossos campos foram repartidos entre os infiéis. 5Por isso dão terás (ó Israel) quem meça com cordel as porções na assembleia do Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 9(9)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Ao mestre do coro. Segundo a melodia do cântico "Mút labben". Salmo. De Davide. 2Eu te louvarei. Senhor, com todo o meu coração contarei todas as tuas maravilhas. 3Alegrar-me-ei e regozijar-me-ei em ti, cantarei salmos ao teu nome, ó (Deus) Altíssimo, 4porque os meus inimigos retrocederam, à tua vista caíram e pereceram. 5Com efeito, defendeste o meu direito e a minha causa, sentaste-te sobre o trono, como justo juiz. 6Repreendeste as nações, exterminaste o ímpio, apagaste o seu nome para sempre. 7Os inimigos desfaleceram, arruinados para sempre, e destruíste as suas cidades: a memória deles pereceu. 8Porém o Senhor permanece eternamente, preparou o seu trono para exercer o juízo. 9Ele mesmo julgará o mundo com justiça, julgará os povos com equidade. 10E o Senhor será refúgio do oprimido, refúgio oportuno nas horas de angústia. 11E em ti esperarão os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparas os que te buscam. 12Cantai ao Senhor, que habita em Sião, divulgai entre os povos as suas obras, 13porque, vingando o sangue (dos seus servos, mostrou que) se lembrou deles, não se esqueceu do clamor dos pobres. 14Tem compaixão de mim, Senhor: vê a aflição que sofro da parte dos meus inimigos, arranca-me das portas da morte, 15para que publique todos os teus louvores às portas da filha de Sião, e exulte com o teu auxilio. 16As gentes (que me perseguiam) caíram na fossa que cavaram, no mesmo laço, que esconderam (para me prenderem), ficou preso a seu pé. 17(Deste modo) o Senhor manifestou-se, fez justiça; nas obras das suas (próprias) mãos ficou enredado o pecador. 18Retirem-se para o túmulo os pecadores, todas as gentes que se esqueceram de Deus. 19Com efeito, não estará para sempre esquecido o pobre, nem a confiança dos infelizes será para sempre frustrada. 20Levanta-te, Senhor, não prevaleça o homem (malvado), sejam julgadas as gentes em tua presença. 21Ó Senhor, incute-lhes terror, para que as gentes saibam que são homens.