Antigo Testamento
Miquéias 2
2 min de leitura
Ai dos que planeiam a iniquidade, dos que maquinam o mal em seus leitos e o executam logo que amanhece, porque têm o poder em sua mão.
Cobiçam as terras (dos seus vizinhos) e roubam-nas, as casas, e apoderam-se delas; lançam a mão ao homem e à sua casa, aos donos e aos seus bens.
Portanto isto diz o Senhor: Eis que faço tenção de enviar sobre este povo uma calamidade, de que não livrareis o vosso pescoço; não andareis mais com um passo soberbo, porque o tempo será calamitoso.
Naquele dia será composta sobre vós uma sátira e cantar-se-á uma elegia: Estamos inteiramente devastados; a parte do meu povo passa a outros! Como ma arrebatam? Os nossos campos foram repartidos entre os infiéis.
Não profetizeis, dizem eles, não se profetize mais assim; isto não afastará o opróbrio porque não receberão, nem lhes causarão confusão alguma.
A casa de Jacob diz: Acaso o Senhor é pronto para a cólera? E esta a sua forma de agir? Não são as minhas palavras (responde o Senhor) cheias de bondade para com aquele que caminha com rectidão?
O meu povo, pelo contrário, levanta-se como inimigo; com a túnica (ó Israelitas) tirais a capa, e tratais como inimigos aqueles que passam (ou viviam) em paz.
Lançais fora dos seus amados lares as mulheres do meu povo; tirais para sempre a minha glória aos seus filhinhos.
Levantai-vos e parti (para o exílio), porque não tereis aqui descanso. Por causa da vossa imundície, ser-vos-á infligido um cruel tormento.
Se houvesse um homem que lançasse palavras ao vento e dissesse mentiras (assim): Vou profetizar-te vinho e cerveja— tal homem seria o profeta deste povo.
(Porém, por fim) eu te congregarei, ó Jacob, todo inteiro; reunirei as relíquias de Israel Porei tudo junto como ovelhas no aprisco, como rebanho no seu redil: será uma ruidosa multidão de homens.
Deslize para navegar entre capítulos