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Ora et Labora

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sexta-feira, 26 de março de 2027

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor

Solenidade · VermelhoTríduo Pascal

Celebração do dia

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor · Solenidade · Tríduo Pascal · Ano B · cor vermelho

Leituras da Missa

Celebração da Paixão do Senhor

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Isaías 52, 13—53, 12

13Eis que o meu Servo prosperará, será engrandecido, exaltado, muito altamente elevado. 14Assim como pasmaram muitos ao verem-no - tão desfigurado estava depois, o seu rosto que não parecia de homem - 15assim o admirarão muitas nações, e diante dele os reis taparão a boca, porque verão o que nunca lhes tinha sido contado, observarão um prodígio inaudito. Capítulo 53 1Quem deu crédito ao que nós ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2Subiu como um pobre arbusto diante dele, como um rebento que sai de terra sequiosa; não tinha graça nem beleza para atrair o nosso olhar, o seu aspecto não excitava o nosso amor. 3Era desprezado, o último dos homens, homem de dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se tapa o rosto, era lançado ao desprezo, nenhum caso fazíamos dele. 4Verdadeiramente foi ele que tomou sobre si as nossas doenças, carregou com as nossas dores; nós o reputamos como um castigado, como um homem ferido por Deus e humilhado. 5Mas foi ferido por causa das nossas iniquidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e nós fomos sarados com os seus ferimentos. 6Todos andávamos desgarrados como ovelhas, cada um seguia seu caminho; o Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós. 7Foi maltratado e resignou-se, não abriu a sua boca, como uma ovelha emudecida levada ao matadouro, como um cordeiro diante do que o tosquia, não abriu a sua boca. 8Foi arrebatado por um juízo iníquo. Quem, de entre os seus contemporâneos, pensou em o defender, quando era arrancado da terra dos vivos, morto pelas iniquidades do meu povo? 9Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios, e, na sua morte foi posto com os malfeitores, embora não haja cometido iniquidade, e nunca se tenha achado dolo na sua boca. 10O Senhor quis consumi-lo com sofrimentos: mas quando tiver oferecido a sua vida pelo pecado, verá uma descendência perdurável, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. 11Livrado dos sofrimentos da sua alma, verá, e o que vir saciará os seus desejos. Este mesmo Justo, meu Servo, (diz o Senhor) justificará muitos e tomará sobre si as suas iniquidades. 12Por isso eu lhe darei por sorte multidões, e ele terá parte nos despojos com os fortes, porque entregou a sua vida à morte e foi posto no número dos malfeitores, tomando sobre si os pecados de muitos e intercedendo pelos pecadores.

Palavra do Senhor.

Salmo do dia

Sl 30(31), 2.6.12-13.15-16.17.25

O texto é o da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário e não se reproduzem aqui.

2A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça! 6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel. 12Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim. 13Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado. 15Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus. 16Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem. 17Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia. 25Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.

Segunda leitura

Leitura da Carta aos Hebreus 4, 14—5, 9

14Tendo nós, pois, um grande pontífice, que penetrou os céus, Jesus, Filho de Deus, sejamos firmes na profissão da nossa fé. 15Não temos um pontífice que não possa compadecer-se das nossas enfermidades, mas que foi tentado em tudo á nossa semelhança, excepto no pecado. 16Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e de encontrar graça, para sermos socorridos em tempo oportuno. Capítulo 5 1Todo pontífice, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados, 2o qual se possa condoer daqueles que ignoram e erram, porque também está cercado de enfermidade; 3por isso deve oferecer sacrifícios pelos seus próprios pecados, como pelos do povo. 4E nenhum se arroga esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Aarão. 5Por isso mesmo, Cristo não se deu a si mesmo a glória de ser pontífice, mas recebeu-a daquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Ps. 2, 7). 6Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque (Ps. 109, 4). 7Nos dias da sua vida mortal, oferecendo, com grande brado e com lágrimas, preces e súplicas, ao que o podia salvar da morte (pela ressurreição), foi atendido pela sua piedade (para com Deus), 8e, embora fosse Filho de Deus, (e conhecesse tudo), aprendeu (por experiência própria) a obediência pelas coisas que sofreu; 9consumado em perfeição, tornou-se a causa da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,

Palavra do Senhor.

Evangelho do dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 18, 1—19, 42

1Tendo Jesus dito estas palavras, saiu com os seus discípulos para a outra banda da torrente do Cedron, onde havia um horto, no qual entrou com os seus discípulos. 2Ora Judas, o traidor, conhecia bem este lugar, porque Jesus tinha ido lá muitas vezes com seus discípulos. 3Tendo, pois, Judas tomado a coorte e guardas, fornecidos pelos pontífices e fariseus, foi lá com lanternas, archotes e armas. 4Jesus que sabia tudo o que estava para lhe acontecer, adiantou-se e disse-lhes: "A quem buscais?" 5Responderam-lhe: "A Jesus de Nazaré." Jesus disse-lhes: "Sou eu." Judas, que o entregava, estava lá com eles. 6Apenas, pois, Jesus lhes disse: "Sou eu", recuaram e caíram por terra. 7Perguntou-lhes, novamente: "A quem buscais?" Eles disseram: "A Jesus de Nazaré." 8Jesus respondeu: "Já vos disse que sou eu; se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes." 9Deste modo se cumpriu a palavra que tinha dito: "Dos que me deste, não perdi nenhum." 10Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela, feriu um servo do pontífice e cortou-lhe a orelha direita, Este servo chamava-se Malco. 11Porém, Jesus, disse a Pedro: "Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que o Pai me deu?" 12Então a coorte, o tribuno e os guardas dos Judeus prenderam Jesus e maniataram-no. 13Primeiramente levaram-no a casa de Anás, por ser sogro de Caifás, que era o pontífice daquele ano. 14Caifás era aquele que tinha dado aos Judeus este conselho: "Convém que um só homem morra pelo povo." 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Este discípulo, que era conhecido do pontífice, entrou com Jesus no pátio do pontífice. 16Pedro ficou fora à porta. Saiu então o outro discípulo, que era conhecido do pontífice, falou à porteira e fez entrar Pedro. 17Então a criada porteira disse a Pedro: "Não és tu também dos discípulos deste homem?" Ele respondeu: "Não sou." 18Os servos e os guardas acenderam um braseiro e aqueciam-se ao lume, porque estava frio. Pedro encontrava-se também entre eles e aquecia-se. 19Entretanto o pontífice interrogou Jesus sobre os seus discípulos e sobre a sua doutrina. 20Jesus respondeu-lhe: "Eu falei publicamente ao mundo; ensinei sempre na sinagoga e no templo, aonde concorrem todos os Judeus; nada disse em segredo. 21Por que me interrogas? Interroga aqueles que ouviram o que eu lhes disse; eles sabem o que tenho dito." 22Tendo dito isto, um dos guardas, que estavam presentes, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: "Assim respondes ao pontífice?" 23Jesus respondeu-lhe: "Se falei mal, mostra o que eu disse de mal; se falei bem, por que me feres?" 24Anás enviou-o maniatado ao pontífice Caifás. 25Estava lá Simão Pedro, aquecendo-se. Disseram-lhe: "Não és tu também dos seus discípulos?" Ele negou e respondeu: "Não sou." 26Disse-lhe um dos servos do pontífice, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: "Não te vi eu com ele no horto?" 27Pedro negou outra vez, e imediatamente cantou o galo. 28Levaram então Jesus da casa de Caifás ao Pretório. Era de manhã. Não entraram no Pretório para se não contaminarem, a fim de comerem a Páscoa. 29Pilatos, pois, saiu fora, para lhes falar, e disse: "Que acusação apresentais contra este homem?" 30Responderam; "Se não fosse um malfeitor, não o entregaríamos nas tuas mãos." 31Pilatos disse-lhes então: "Tomai-o e julgai-o segundo a vossa lei." Mas os Judeus disseram-lhe: "Não nos é permitido matar ninguém." 32Para se cumprir a palavra que Jesus dissera, significando de que morte havia de morrer. 33Tornou, pois, Pilatos a entrar no Pretório, chamou Jesus e disse-lhe: "Tu és o rei dos Judeus?" 34Jesus respondeu: "Tu dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?" 35Pilatos respondeu:"Porventura sou judeu? A tua nação e os pontífices é que te entregaram nas minhas mãos. Que fizeste tu?" 36Jesus respondeu: "O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, certamente os meus ministros se haviam de esforçar para que eu não fosse entregue aos Judeus; mas o meu reino não é daqui." 37Pilatos disse-lhe então: "Logo, tu és rei?" Jesus respondeu: "Tu o dizes, sou rei. Nasci, vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz." 38Pilatos disse-lhe: "O que é a verdade?" Dito isto, tornou a sair, para ir ter com os Judeus, e disse-lhes: "Não encontro nele motivo algum de condenação. 39Ora é costume que eu, pela Páscoa, vos solte um prisioneiro; quereis, pois, que vos solte o rei dos Judeus?" 40Então gritaram todos novamente: "Não este, mas Barrabás!" Ora Barrabás era um salteador. Capítulo 19 1Pilatos tomou então Jesus e mandou-o flagelar. 2Depois os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e revestiram-no com um manto de púrpura. 3Aproximavam-se dele e diziam-lhe: "Salve, rei dos Judeus" e davam-lhe bofetadas. 4Saiu Pilatos ainda outra vez fora e disse-lhes: "Eis que vo-lo trago fora, para que conheçais que não encontro nele crime algum." 5Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: "Eis aqui o homem." 6Então os príncipes dos sacerdotes e os ministros, tendo-o visto gritaram: "Crucifica-o, crucifica-o!" Pilatos disse-lhes: "Tomai-o e crucificai-o, porque eu não encontro nele motivo algum de condenação." 7Os Judeus responderam-lhe: "Nós temos uma lei, e, segundo a lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus." 8Pilatos, tendo ouvido estas palavras, temeu ainda mais. 9Entrou novamente no Pretório e disse a Jesus: "Donde és tu?" Mas Jesus não lhe deu resposta. 10Então Pilatos disse-lhe: "Não me falas? Não sabes que tenho poder para te soltar, e também para te crucificar?" 11Jesus respondeu: "Tu não terias poder algum sobre mim, se te não fosse dado do alto. Por isso, o que me entregou a ti, tem maior pecado." 12Desde este momento, Pilatos procurava soltá-lo. Porém os Judeus gritaram: "Se soltas este, não és amigo de César, porque todo o que se faz rei, declara-se contra César." 13Pilatos, tendo ouvido estas palavras, conduziu Jesus para fora e sentou-se no seu tribunal, no lugar chamado Lithostrotos (em hebraica Gabhatha). 14Era o dia da Preparação da Páscoa, cerca da hora sexta. Pilatos disse aos Judeus: "Eis o vosso rei!" 15Mas eles gritaram: "Tira-o, tira-o, crucifica-o!" Pilatos disse-lhes: "Pois eu hei-de crucificar o vosso rei?" Os pontífices responderam: "Não temos rei, senão César." 16Então entregou-lho, para que fosse crucificado. 17Tomaram pois, Jesus, o qual, levando a sua cruz, saiu para o lugar chamado do Crânio (em hebraico Gólgotha), 18onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos redigiu um título, que mandou colocar sobre a cruz. Estava escrito nele: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. 20Muitos Judeus leram este título, porque se achava perto da cidade o lugar onde foi crucificado. Estava redigido em hebraico, em latim e em grego. 21Os pontífices dos Judeus diziam, porém, a Pilatos: "Não escrevas: Rei dos Judeus, mas: Este homem disse: Eu sou Rei dos Judeus." 22Pilatos respondeu: "O que escrevi, escrevi." 23Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. Tomaram também a túnica. Quanto à túnica, que não tinha costura, toda tecida de alto a baixo, 24disseram uns para os outros: "Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver a quem tocará." Cumpriu-se deste modo a Escritura, que diz: Repartiram as minhas vestes entre si, e lançaram sortes sobre a minha túnica (Ps. 21, 19). Os soldados assim fizeram. 25Junto à cruz de Jesus estavam sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, vendo sua Mãe, e, junto dela, o discípulo que amava, disse a sua Mãe: "Mulher, eis o teu filho." 27Depois disse ao discípulo: "Eis a tua Mãe." E, desta hora por diante, a levou o discípulo para sua casa. 28Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: "Tenho sede." 29Havia sido ali posto um vaso cheio de vinagre. Então, os soldados, ensopando no vinagre uma esponja e atando-a a uma cana de hissopo, chegaram-Iha à boca. 30Jesus, tendo tomado o vinagre, disse: "Tudo está consumado." Depois, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. 31Os Judeus, visto que era o dia da Preparação, para que não ficassem os corpos na cruz no sábado, porque aquele dia de sábado era de grande solenidade, rogaram a Pilatos que lhes fossem quebradas as pernas, e fossem tirados. 32Foram, pois, os soldados, e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro com quem ele havia sido crucificado. 33Mas, quando chegaram a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas, 34mas um dos soldados traspassou-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. 35O que foi testemunha deste facto o atesta e o seu testemunho é digno de fé e ele sabe que diz a verdade para que também vós acrediteis. 36Porque estas coisas sucederam para que se cumprisse a Escritura: Não lhe quebreis osso algum (Ex. 12, 46; Nm. 9, 12). 37E também diz outro lugar da Escritura: Lançarão o olhar para aquele a quem traspassaram (Zc. 12, 10). 38Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, ainda que oculto por medo dos Judeus, rogou a Pilatos que lhe deixasse levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. Foi, pois, e tomou o corpo de Jesus. 39Nicodemos, o que tinha ido primeiramente de noite ter com Jesus, foi também, levando uma composição de quase cem libras de mirra e de aloés. 40Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em lençóis com aromas, segundo a maneira de sepultar usada entre os Judeus. 41Ora, no lugar em que Jesus foi crucificado, havia um horto, e no horto um sepulcro novo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado. 42Por ser o dia da Preparação dos Judeus, e o sepulcro estar perto, depositaram lá Jesus.

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

As leituras e o salmo vêm da Bíblia da casa, não da tradução proclamada na Missa no Brasil, que é a da CNBB. O salmo responsorial traz a referência e o texto: os versos indicados, ou o salmo inteiro quando a fonte não os indica; o refrão, a divisão em estrofes, as antífonas e as orações são do Missal e do Lecionário, e não se reproduzem aqui.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.

Os cantos da Missa (Graduale)

Sexta-feira Santa

O canto gregoriano próprio desta Missa, com as partituras.