Primeira leitura
Leitura da Profecia de Isaías 10, 5-16
5Ai de Assur! Ele é a vara da minha cólera, na sua mão está o bastão do meu furor. 6Eu o enviei a uma nação pérfida, e lhe ordenei que marche contra um povo que eu olho com furor, para que leve deles os despojos, o ponha a saque, e o calque aos pés como a lama das ruas. 7Mas ele não o julga desta maneira, nem o seu coração o pensa assim; sòmente deseja destruir, exterminar numerosas nações. 8Porque diz: Os meus príncipes (os meus sátrapas) não são todos reis? 9Acaso não me está do mesmo modo sujeita Calno como Carcames, Hamat como Arfad, Samaria como Damasco? 10Como a minha mão atingiu os reinos dos falsos deuses, cujos ídolos eram mais numerosos que os de Jerusalém e de Samaria, 11como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não farei o mesmo a Jerusalém e aos seus simulacros? 12Mas, quando o Senhor tiver cumprido toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, visitará (castigará) o fruto do orgulhoso coração do rei de Assur e a arrogância dos seus olhos altivos. 13Porquanto ele disse: Pelo esforço da minha mão fiz isto, com a minha sabedoria, porque sou inteligente. Mudei os limites dos povos, saqueei os seus tesouros e, como poderoso, derrubei os que estavam entronizados. 14A minha mão tomou como a um ninho a riqueza dos povos, e, como se recolhem os ovos, que foram deixados, assim juntei eu toda a terra, e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou soltasse um grito. 15Acaso gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou levantar-se-á a serra contra aquele por quem é posta em movimento? Como se a vara movesse o que a maneja, como se o bastão pusesse em movimento o braço! 16Por isso o Senhor Deus dos exércitos enviará a fraqueza sobre os (guerreiros) robustos dos Assírios, e acender-se-á um fogo, como o fogo dum incêndio, debaixo da sua glória.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 93(94)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Ó Deus das vinganças, ó Senhor, ó Deus das vinganças, mostra o teu esplendor. 2Levanta-te (ó Deus), que julgas a terra; dá aos soberbos o que merecem. 3Até quando é que os ímpios, Senhor, até quando é que os ímpios se hão-de gloriar? 4(Até quando) proferirão necedades, falarão com arrogância, se jactarão os que praticam, a iniquidade? 5Calçam, Senhor, o teu povo, e oprimem a tua herança; 6trucidam a viúva e o peregrino, tiram a vida aos órfãos. 7E dizem; "Não o vê o Senhor, nem o nota o Deus de Jacob." 8Reflecti, insensatos do povo, e vós, néscios, quando sereis atilados? 9Porventura aquele (Senhor) que plantou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá? 10O que educa as gentes, não castigará? — ele que ensina ao homem a ciência... 11O Senhor conhece os pensamentos dos homens, (ele sabe) que são vãos. 12Bem-aventurado o homem a quem tu educas, Senhor, e instruis na tua lei, 13para lhe dar descanso a seguir aos dias infaustos, até que se abra a cova para o ímpio. 14Com efeito o Senhor não rejeitará o seu povo, nem abandonará a sua herança; 15antes o julgamento voltará à justiça, e segui-la-ão todos os rectos de coração. 16Quem se levantará por mim contra os malfeitores? Quem estará por mim contra os que praticam a iniquidade? 17Se o Senhor me não socoresse, em breve a minha alma habitaria na região do silêncio. 18Quando penso: "O meu pé está vacilante", a tua graça, Senhor, me sustenta. 19Quando se multiplicam as angústias no meu coração, as tuas consolações deleitam a minha alma. 20Porventura tem alguma coisa de comum contigo o tribunal iníquo, que forja vexames sob pretextos legais? 21Atentem, muito embora, contra a vida do justo, e condenem o sangue do inocente: 22o Senhor há-de ser a minha defesa, e o meu Deus a rocha do meu refúgio. 23Devolver-lhes-á em paga a sua própria iniquidade, com a sua maldade os exterminará, destruí-los-á o Senhor nosso Deus.