Primeira leitura
Leitura da Profecia de Isaías 26, 7-19
Um trecho desta leitura não está na Bíblia da casa (versículos 7).
8Nós te esperamos, Senhor, (andando) na vereda dos teus juízos (ou leis); o teu nome e a tua memória são o desejo da nossa alma. 9A minha alma te desejou de noite, e, desde manhã, te busca o meu espírito. Quando exerceres sobre a terra os teus juízos, os habitantes do mundo aprenderão a justiça. 10Se se faz mercê ao ímpio, ele não aprende a justiça; na terra da retidão, pratica a iniquidade, e (por isso) não vê a glória do Senhor. 11Senhor, a tua mão está levantada, mas eles não a vêem. Vejam o teu zelo pelo teu povo e sejam confundidos; que o fogo devore os teus inimigos. 12Senhor, hás-de dar-nos a paz, porque foste tu que fizeste para nós todas as nossas obras. 13Senhor, Deus nosso, outros amos diferentes de ti nos dominaram, mas, por tua graça, recordar-nos-emos sòmente do teu nome. 14Não reviverão os mortos, não ressuscitarão as sombras, porque tu os visitaste e exterminaste, e apagaste toda a sua memória. 15Aumentaste esta nação, Senhor, tu alimentaste, e manifestaste a tua glória. Tu dilataste os limites da terra. 16Senhor, nós te buscámos na angústia, clamámos a ti no meio da tribulação com que nos castigavas. 17Assim como a que concebeu, quando está próximo ao parto, confrangendo-se, dá gritos no meio das suas dores, assim somos nós, Senhor, diante da tua face. 18Nós concebemos, estivemos com dores de parto, e o que demos à luz foi vento; não demos à terra a salvação, nem nasceram novos habitantes ao mundo. 19Os teus mortos (ó Senhor) viverão, os meus cadáveres ressuscitarão; despertai e cantai louvores, vós os que habitais no pó (do sepulcro), porque o teu orvalho (Senhor) é um orvalho de luz, e renascerão as sombras do seio da terra.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 101(102)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Súplicas dum aflito que, desalentado, derrama a sua angústia diante do Senhor, 2Senhor, ouve a minha oração, chegue a ti o meu clamor. 3Não me escondas o teu rosto no dia da minha angústia. Inclina para mim o teu ouvido; quando eu te invocar, ouve-me prontamente. 4Porque os meus dias dissipam-se como fumo, e os meus ossos ardem como fogo. 5Queimado, como a erva, o meu coração fica ressequido, esqueço-me até de comer o meu pão. 6A força de soltar gemidos, os meus ossos estão pegados à pele. 7Sou semelhante ao pelicano do deserto, tornei-me como uma coruja entre ruínas. 8Não durmo e suspiro, como um pássaro solitário no telhado. 9Continuamente me insultam os meus inimigos; enfurecidos contra mim, proferem imprecações em meu nome. 10Porque eu como cinza, como se fosse pão, e misturo a minha bebida com lágrimas, 11por causa da tua indignação e do teu furor, pois me levantaste e me arrojaste. 12Os meus dias são semelhantes a uma sombra prolongada, e eu vou-me secando como erva. 13Ao contrário, tu, Senhor, permaneces para sempre, e o teu nome por toda as gerações. 14Levanta-te, tem piedade de Sião, porque é tempo de teres piedade dela, visto que chegou a hora. 15De facto os teus servos amam as pedras dela (Sião) e sentem compaixão das suas ruínas. 16E as gentes reverenciarão o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra a tua glória: 17Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, se tiver manifestado na sua glória, 18se tiver voltado para a súplica dos indigentes, nem tiver rejeitado a sua oração. 19Sejam escritas estas coisas para a geração futura, e o povo, que há-de ser criado, louve o Senhor. 20Porque olhou do seu santuário excelso, o Senhor do céu olhou sobre a terra, 21para ouvir os gemidos dos encarcerados, para libertar os condenados à morte. 22a fim de que em Sião seja proclamado o nome do Senhor, e o seu louvor em Jerusalém, 23quando os povos se juntarem todos e os reinos para servirem ao Senhor. 24Consumiu as minhas forças no caminho, encurtou os meus dias. 25Eu digo: Meu Deus, não me leves na metade dos meus dias; os teus anos duram por todas as gerações. 26Nos princípios, fundaste a terra, e o céu é obra das tuas mãos. 27Estas coisas perecerão, mas tu permanecerás, e todas envelhecerão como um vestido. Muda-las como uma vestidura, e ficam mudadas 28tu porém és sempre o mesmo, e os teus anos não têm fim. 29Os filhos dos teus servos habitarão seguros (em Jerusalém), e a sua posteridade subsistirá diante de ti.