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Ora et Labora

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domingo, 25 de março de 2029

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Domingo · VermelhoQuaresma

Celebração do dia

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor · 6ª semana da Quaresma · Ano A · cor vermelho

Leituras da Missa

Primeira leitura

Leitura da Profecia de Isaías 50, 4-7

4O Senhor deu-me língua de discípulo, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado: ele me chama pela manhã, pela manhã desperta os meus ouvidos, para que eu o ouça como discípulo. 5O Senhor Deus abriu-me o ouvido, e eu não o contradisse, não me afastei para trás. 6Entreguei o meu dorso aos que me feriam, e a minha face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me injuriavam e cuspiam. 7O Senhor Deus é o meu protetor, por isso não me senti confundido, por isso tornei a minha face como uma pedra duríssima sabendo que não ficaria envergonhado.

Palavra do Senhor.

Salmo do dia

Sl 21(22)

A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.

1Ao mestre do coro. Segundo a melodia do cântico: "A corça, ao romper da aurora..." Salmo. De Davide. 2Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Estás longe das preces, das palavras do meu clamor. 3Meu Deus, clamo durante o dia, e não me ouves, de noite, e não me prestas atenção. 4Mas tu moras no lugar santo, ó louvor de Israel. 5Em ti esperaram nossos pais, esperaram, e tu os livraste; 6a ti clamaram, e foram salvos, em ti esperaram, e não foram confundidos. 7Eu, porém, sou um verme e não um homem, O opróbrio dos homens e a abjecção da plebe. 8Todos os que me vêem, escarnecem de mim, franzem os lábios, meneiam a cabeça (dizendo): 9"Esperou no Senhor: livre-o, salve-o, se é que o ama." 10Sim, tu tens sido o meu guia desde o ventre (materno), tornaste-me seguro aos peitos de minha mãe. 11Fui-te consagrado, logo desde o nascimento, tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. 12Não estejas longe de mim, porque estou atribulado; aproxima-te, porque não há quem me ajude. 13Numerosos novilhos (indómitos) me cercam; estou rodeado de touros (ferozes) de Basã. 14Abrem contra mim a sua boca, como um leão arrebatador que dá rugidos. 15Derramo-me como a água, e todos os meus ossos se desconjuntaram. O meu coração tornou-se como cera, derrete-se dentro das minhas entranhas. 16A minha garganta secou-se como barro cozido, e a minha língua pegou-se ao meu paladar, reduziste-me ao pó da morte. 17Com efeito, me rodeiam muitos cães (raivosos), uma turba de malfeitores me cerca. Traspassaram as minhas mãos e os meus pés, 18posso contar todos os meus ossos. Eles, porém, olham e, vendo-me, se alegram; 19repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha túnica. 20Mas tu, Senhor, não estejas longe de mim: meu amparo, apressa-te a ajudar-me. 21Livra da espada a minha alma e das garras do cão a minha vida; 22salva-me da boca do leão e das hastes dos búfalos, a mim, mísero. 23Anunciarei o teu nome aos meus irmãos, no meio da assembleia te louvarei. 24"Vós que temeis ao Senhor, louvai-o; vós todos, que sois a descendência de Jacob, glorificai-o: tema-o toda a posteridade de Israel. 25De facto, ele não desprezou nem desdenhou a miséria do mísero, Nem apartou a sua face dele, mas ouviu-o quando lhe clamava." 26De ti procede o meu louvor na grande assembleia; cumprirei os meus votos em presença dos que o temem. 27Os pobres comerão, e serão saciados, louvarão o Senhor os que o buscam: "Vivam para sempre os vossos corações!" 28Lembrar-se-ão e converter-se-ão ao Senhor todos os limites da terra; prostrar-se-ão diante dele todas as famílias das nações, 29porque o reino pertence ao Senhor, e ele impera sobre as nações. 30Só a ele adorarão todos os que dormem na sepultura, ante ele se inclinarão todos os que descem ao pó. A minha alma viverá para ele, 31a minha descendência o servirá, falará do Senhor à geração 32vindoura, e anunciarão a sua justiça ao povo que há-de nascer: "Tudo isto fez o Senhor."

Segunda leitura

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2, 6-11

6o qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma usurpação o seu ser igual a Deus, 7mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido, por condição, como homem. 8Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte da cruz. 9Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo o nome, 10de modo que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho no céu, na terra e no inferno, 11e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, na glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.

Evangelho do dia

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 26, 14—27, 66

14Então um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, 15e disse-lhes: "Que me quereis vós dar, e eu vo-lo entregarei?" Justaram trinta moedas de prata. 16Desde então buscava oportunidade para o entregar. 17No primeiro dia dos ázimos aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: "Onde queres que te preparemos o que é preciso para comer a Páscoa?" 18Jesus disse: "Ide à cidade, a casa de um tal, e dizei-Ihe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, quero celebrar a Páscoa em tua casa com meus discípulos." 19Os discípulos fizeram como Jesus tinha ordenado, e prepararam a Páscoa. 20Chegada a tarde, pôs-se Jesus à mesa com os doze. 21Enquanto comiam, disse-lhes: "Em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar." 22Eles, muito tristes, cada um começou a dizer: "Porventura sou eu, Senhor?" 23Ele respondeu; "O que mete comigo a mão no prato esse me entregará. 24O Filho do homem vai certamente, como está escrito dele, mas ai daquele homem, por quem será entregue o Filho do homem! Melhor fora a tal homem que não tivesse nascido." 25Judas, o traidor, tomou a palavra e disse: "Sou eu, porventura, Mestre?" Jesus respondeu-lhe; "Tu o disseste." 26Enquanto comiam, Jesus tomou pão e o benzeu, e o partiu, e deu-o a seus discípulos, dizendo: "Tomai e comei, isto é o meu corpo." 27Depois, tomando um cálice, deu graças, e deu-lho, dizendo: "Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados. 29Digo-vos: desta hora em diante não beberei mais deste fruto da videira até aquele dia, em que o beberei novo convosco no reino de meu Pai." 30Depois do canto dos salmos, saíram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse-lhes: "A todos vós serei esta noite uma ocasião de escândalo porque está escrito (Zc. 13, 7): Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão. 32Porém, depois que eu ressuscitar, irei diante de vós para a Galielia." 33Pedro respondeu-lhe: "Ainda que todos se escandalizem a teu respeito, eu nunca me escandalizarei." 34Jesus disse-lhe: "Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes." 35Pedro disse-lhe: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei." Do mesmo modo falaram todos os discípulos. 36Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsemani, e disse-lhes: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou acolá orar." 37E, tendo tomado consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. 38Disse-lhes então: "A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai comigo." 39Adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra, e fez esta oração: "Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice! Todavia não se faça como eu quero, mas sim como tu queres." 40Depois foi ter com seus discípulos, encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Visto isso não pudeste vigiar uma hora comigo? 41Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca." 42Retirou-se de novo pela segunda vez e orou assim: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade." 43Foi novamente, e encontrou-os dormindo, porque os seus olhos estavam pesados (por causa do sono). 44Deixando-os, foi de novo, e orou terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45Depois foi ter novamente com os seus discípulos, e disse-lhes: "Dormi agora e descansai, eis que chegou a hora, em que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos, vamos. Eis que se aproxima o que me há-de entregar." 47Estando ele ainda a falar, eis que chega Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48O traidor tinha-lhes dado este sinal: "Aquele a quem eu der um ósculo, é esse; prendrei-o." 49Aproximando-se logo de Jesus, disse: "Salve Mestre." E deu-lhe um ósculo. 50Jesus disse-lhe: "Amigo, a que vieste!" Então avançaram, lançaram mão de Jesus, e prenderam-no. 51E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, desembainhou a sua espada, e, ferindo um servo do sumo pontífice, lhe cortou uma orelha. 52Jesus disse-Ihe: "Mete a tua espada no seu lugar, porque todos os que tomarem espada (por autoridade própria), morrerão à espada. 53Julgas porventura que eu não posso rogar a meu Pai, e que ele me não porá aqui logo mais de doze legiões de anjos? 54Como, pois, se cumprirão as Escrituras segundo as quais assim deve suceder?" 55Depois, Jesus disse à multidão: "Vós viestes armados de espadas e de varapaus para me prender, como se faz a um salteador. Todos os dias estava eu sentado entre vós ensinando no templo, e não me prendestes. 56Mas tudo isto aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas." Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram. 57Os que tinham prendido Jesus Ievaram-no a casa de Caifás, sumo sacerdote, onde se tinham reunido os escribas e os anciãos. 58Pedro seguia-o de longe, até ao átrio do príncipe dos sacerdotes. E, tendo entrado, sentou-se com os servos para ver o fim de tudo isto. 59Entretanto os príncipes dos sacerdotes e todo o conselho procuravam algum falso testemunho contra Jesus, a fim de o entregarem à morte, 60e não o encontravam, posto que se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas. Por último, chegaram duas testemunhas, 61que declararam: "Este homem disse: Posso destruir o templo de Deus e reedificá-lo em três dias." 62Levantando-se, o príncipe dos sacerdotes disse-lhe: "Nada respondes ao que estes depõem contra ti?" 63Jesus, porém, estava calado. E o sumo sacerdote disse-lhe: "Eu te conjuro por Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus." 64Jesus respondeu-lhe: "Tu o disseste. Digo-vos mais que vereis depois o Filho do homem sentado à direita do poder de Deus, e vir sobre as nuvens do céu." 65Então o sumo sacerdote rasgou os seus vestidos, dizendo: "Blasfemou; que necessidade temos de mais testemunhas? Eis acabais de ouvir a blasfêmia. 66Que vos parece?" Eles responderam: "É réu de morte." 67Então cuspiram-lhe no rosto, e feriram-no a punhadas. Outros deram-lhe bofetadas, 68dizendo: "Profetiza, Cristo! Diz-nos quem é que te feriu." 69Entretanto Pedro estava sentado fora no átrio. Aproximou-se dele uma criada, dizendo: "Tu também estavas com Jesus, o Galileu." 70Mas ele negou diante de todos, dizendo: "Não sei o que dizes." 71Saindo ele à porta, viu-o outra criada, e disse para os que ali se encontravam: "Este também andava com Jesus Nazareno." 72Novamente ele negou com juramento, dizendo: "Não conheço tal homem." 73Pouco depois aproximaram-se de Pedro os que ali estavam, e disseram: "Tu certamente és também dos tais, porque até o teu modo de falar te dá a conhecer." 74Então começou a fazer imprecações e a jurar que não conhecia tal homem. Imediatamente o galo cantou. 75Pedro lembrou-se da palavra que lhe tinha dito Jesus: "Antes de cantar o galo, três vezes me negarás." E, tendo saído para fora, chorou amargamente. Capítulo 27 1Logo de manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo tiveram conselho contra Jesus, para o entregarem à morte. 2Em seguida, manietado, o levaram e entregaram ao governador Pôncio Pilatos. 3Então Judas, que o tinha entregado, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorsos, tornou a levar as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes, e aos anciãos, 4dizendo: "Pequei, entregando o sangue inocente." Mas eles disseram: "Que nos importa? Isso é contigo." 5Então, tendo atirado as moedas de prata para o templo, retirou-se e foi pendurar-se de um laço. 6Os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: "Não é licito deitá-las na arca das esmolas, porque são preço de sangue." 7E, tendo consultado entre si, compraram com elas o campo do Oleiro, para sepultura dos estrangeiros. 8Por esta razão aquele campo foi chamado campo de sangue, até ao dia de hoje. 9Então se cumpriu o que foi predito por Jeremias, profeta: Tomaram as trinta moedas de prata, custo daquele cujo preço foi avaliado pelos filhos de Israel, 10e deram-nas pelo campo do Oleiro, como o Senhor me ordenou. 11Jesus foi apresentado diante do governador, que o interrogou, dizendo: "Tu és o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu-lhe: "Tu o dizes." 12Mas, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. 13Então Pilatos disse-lhe: "Não ouves de quantas coisas te acusam?" 14E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que o governador ficou em extremo admirado. 15O governador tinha costume, por ocasião da festa da Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse. 16Naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás. 17Estando eles reunidos, perguntou-lhes Pilatos: "Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus, que se chama o Cristo?" 18Porque sabia que o tinham entregado por inveja. 19Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: "Nada haja entre ti e esse justo, porque fui hoje muito atormentada em sonhos por causa dele." 20Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo que pedisse Barrabás e que fizesse morrer Jesus. 21O governador, tomando a palavra, disse-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte?" Eles responderam: "Barrabás." 22Pilatos disse-lhes: "Que hei-de então fazer de Jesus, que se chama Cristo?" 23Disseram todos: "Seja crucificado." O governador disse-lhes; "Mas que mal fez ele?" Eles, porém, gritavam mais alto: "Seja crucificado!" 24Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que cada vez era maior o tumulto, tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: "Eu sou inocente do sangue deste justo; a vós pertence toda a responsabilidade." 25Todo o povo respondeu: "O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos." 26Então soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de o ter mandado flagelar, entregou-lho para ser crucificado. 27Então os soldados do governador, conduzindo Jesus ao Pretório, juntaram em volta dele toda a coorte. 28Depois de o terem despido, lançaram sobre ele um manto carmezim. 29Em seguida, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça, e na mão direita uma cana. E, dobrando o joelho diante dele, o escarneciam, dizendo: "Salve, ó rei dos Judeus." 30Cuspindo-lhe, tomavam a cana e batiam-lhe com ela na cabeça. 31Depois que o escarneceram, tiraram-lhe o manto, revestiram-no com os seus vestidos, e levaram-no para o crucificarem. 32Ao sair, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, ao qual obrigaram a levar a cruz de Jesus. 33Tendo chegado ao lugar, chamado Gólgota, isto é, lugar do Crânio, 34deram-lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber. 35Depois que o crucificaram, repartiram entre si os seus vestidos, lançando sortes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido anunciado pelo profeta: Repartiram entre si os meus vestidos, sobre a minha túnica lançaram sortes (Ps. 21, 19). 36E, sentados, o guardavam. 37Puseram por cima da sua cabeça uma inscrição indicando a causa da sua morte: Este é Jesus, o Rei dos Judeus. 38Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões: um à direita, outro à esquerda. 39Os que iam passando ultrajavam-no, movendo as suas cabeças, 40e dizendo: "Ó tu, que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: Se és Filho de Deus, desce da cruz." 41Da mesma sorte, insultando-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos, diziam: 42"Ele salvou outros, a si mesmo não se pode salvar. Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele. 43Confiou em Deus: Se Deus o ama, que o livre agora; porque ele disse: Eu sou Filho de Deus." 44Do mesmo modo o insultavam os ladrões que estavam crucificados com ele. 45Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. 46Perto da hora nona, exclamou Jesus com voz forte: "Eli, Eli, lema sabachtani?" isto é: Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste? 47Alguns dos que ali estavam ao ouvir isto, diziam: "Ele chama por Elias." 48Imediatamente, correndo um deles, tendo tomado uma esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la sobre uma cana, e lhe dava de beber. 49Porém, os outros diziam: "Deixa; vejamos se vem Elias livrá-lo." 50Jesus, tornando a dar um alto grito, expirou. 51E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas fenderam-se, 52abriram-se as sepulturas, e muitos corpos de santos, que tinham adormecido, ressuscitaram, 53e saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, foram a cidade santa, e apareceram a muitos. 54O centurião e os que com ele estavam de guarda a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: "Na verdade este era Filho de Deus." 55Achavam-se também ali muitas mulheres que olhavam de longe, as quais tinham seguido Jesus desde a Galileia, subministrando-lhe o necessário. 56Entre elas estava Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57Pela tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também era discípulo de Jesus. 58Foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos mandou então que lhe fosse dado o corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol branco, 60e depositou-o no seu sepulcro novo, o qual tinha mandado abrir numa rocha. Depois rolou uma grande pedra para diante da boca do sepulcro, e retirou-se. 61Maria Madalena e a outra Maria estavam lá, sentadas defronte do sepulcro. 62No outro dia, que é o seguinte à Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus foram juntos ter com Pilatos, 63e disseram-lhe: "Senhor, estamos recordados que aquele impostor, quando ainda vivia, disse: Ressuscitarei depois de três dias. 64Ordena, pois, que seja guardado o sepulcro até ao terceiro dia, a fim de que não venham os seus discípulos, o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos. Desta sorte, o último embuste seria pior do que o primeiro." 65Pilatos respondeu-lhes: "Tendes uma guarda, ide, guardai-o como entenderdes. 66Foram, e tomaram bem conta do sepulcro, selando a pedra e pondo lá uma guarda.

Palavra da Salvação.

É sobre o Evangelho deste dia que a Lectio Divina se faz.

As leituras e o salmo vêm da Bíblia da casa, não da tradução proclamada na Missa no Brasil, que é a da CNBB. O salmo responsorial traz a referência e o texto: os versos indicados, ou o salmo inteiro quando a fonte não os indica; o refrão, a divisão em estrofes, as antífonas e as orações são do Missal e do Lecionário, e não se reproduzem aqui.

A Regra de São Bento neste dia

Na divisão tradicional, que lê a Regra inteira três vezes por ano.

Os cantos da Missa (Graduale)

Domingo de Ramos

O canto gregoriano próprio desta Missa, com as partituras.