Primeira leitura
Leitura do Livro do Deuteronômio 11, 18.26-28.32
18Ponde nos vossos corações e nas vossas almas estas minhas palavras, prendei-as às vossas mãos como um sinal, colocai-as como frontal entre os vossos olhos. 26Vêde que eu ponho hoje diante dos vossos olhos a bênção e a maldição; 27a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu hoje vos prescrevo: 28a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, mas vos apartardes do caminho, que eu hoje vos mostro, e fordes após os deuses estranhos, que não conheceis. 32Tende, pois, cuidado em observar as leis e ordenações, que eu hoje ponho diante de vós.
Palavra do Senhor.
Salmo do dia
Sl 30(31)
A fonte indica o salmo, não as estrofes: aqui vai o salmo inteiro, da Bíblia da casa; o refrão e a divisão em estrofes são do Lecionário.
1Ao mestre do coro. Salmo. De Davide. 2A ti recorro, ó Senhor: não permitas que eu seja confundido para sempre; livra-me, segundo a tua justiça! 3Inclina para mim o teu ouvido, acode prontamente a livrar-me. Sê para mim uma rocha de refúgio, uma cidadela fortificada, para me pores a salvo. 4Tu és a minha rocha e a minha cidadela, e por causa do teu nome me conduzirás e me guiarás. 5Tu me tirarás do laço, que me armaram escondidamente, porque tu és o meu refúgio. 6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: vós me libertareis, ó Senhor, Deus fiel. 7Aborreces os que adoram ídolos vãos; eu, porém, é no Senhor que confio. 8Regozijar-me-ei e alegrar-me-ei da tua misericórdia, porque olhaste para a minha miséria, socorreste a minha alma nas angústias, 9não me entregaste nas mãos do inimigo, antes puseste os meus pés em lugar espaçoso. 10Tem piedade de mim, Senhor, porque estou em angústias: definham de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo. 11Sim, a minha vida vai-se consumindo na dor, os meus anos em gemidos. Debilitou-se a minha força na aflição, os meus ossos consumiram-se. 12Para todos os meus inimigos tornei-me um objecto de opróbrio, de ludibrio para os meus vizinhos, de terror para os meus conhecidos; os que me vêem fora (pelos caminhos) fogem de mim. 13Caí no esquecimento dos corações, como um morto, reduzido à condição dum vaso quebrado. 14Porque ouvi os assobios de muitos, o terror me rodeia! Concertando-se contra mim, resolveram tirar-me a vida. 15Porém eu confio em ti, Senhor; eu digo: Tu és o meu Deus. 16Nas tuas mãos está o meu destino: livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem. 17Mostra sereno o teu rosto ao teu servo, salva-me pela tua misericórdia. 18Senhor, não seja eu confundido, pois que te invoquei; sejam confundidos os ímpios, sejam reduzidos ao silêncio, lançados no abismo. 19Tornem-se mudos os lábios mentirosos, que falam insolentemente contra o justo, com soberba e com desprezo, 20Quão grande é, Senhor, a tua bondade, que tens reservada para os que te temem, que concedes aos que se refugiam em ti, à vista dos homens! 21Sob a protecção do teu rosto os defendes das conjuras dos homens, oculta-los no tabernáculo contra as altercações das línguas. 22Bendito seja o Senhor, porque maravilhosamente me mostrou a sua misericórdia na cidade fortificada. 23Eu disse na minha ansiedade: "Fui expulso da tua presença." Tu, porém, ouviste a voz da minha, oração, quando a ti clamava. 24Amai o Senhor, vós todos os seus santos! o Senhor guarda os que são fiéis, mas dá abundantemente a paga merecida aos que procedem com soberba. 25Esforçai-vos e fortaleça-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.