Capítulo 4
Um Coração Aberto ao Mundo Inteiro
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Se toda a pessoa possui uma dignidade inalienável, se todo o ser humano é meu irmão ou minha irmã independentemente da sua origem, se a terra é verdadeiramente de todos e para todos, então não posso deixar de pensar que existe um direito natural a migrar. A perspectiva das migrações no mundo contemporâneo exige que se pense num acolhimento amplo e generoso, mas também numa integração responsável. Os migrantes trazem consigo uma riqueza cultural, humana e espiritual que enriquece as comunidades que os acolhem. Ao mesmo tempo, é necessário criar condições para que possam viver com dignidade, trabalhar e contribuir para o bem comum da sociedade que os recebe.
Ninguém pode ficar excluído. Ninguém está fora do plano de Deus. A vinda de Cristo foi para todos, e a mensagem do Evangelho é universal. A fraternidade tem uma dimensão concreta que se manifesta no acolhimento do estrangeiro, na proteção do vulnerável, no cuidado dos mais fracos. Não basta abrir o coração; é preciso abrir também as estruturas sociais, políticas e económicas para que a fraternidade se torne realidade. Os governantes têm a responsabilidade de criar políticas que favoreçam a integração, o diálogo intercultural e a convivência pacífica entre os povos.
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