Novo Testamento
Atos Dos Apóstolos 16
4 min de leitura
Chegou a Derbe e a Listra. Havia lá um discípulo, chamado Timóteo, filho de uma mulher judia, convertida à fé, e de pai grego.
Quis Paulo que ele fosse consigo, e, tomando-o, o circuncidou, por causa dos Judeus que havia naqueles lugares, porque todos sabiam que o pai dele era grego.
Ao passar pelas cidades, recomendavam que guardassem as decisões tomadas pelos Apóstolos e pelos presbíteros de Jerusalém.
Tendo atravessado a Frígia e a província da Galácia, foram proibidos (por então) pelo Espírito Santo de anunciar a palavra de Deus na Ásia.
Tendo chegado aos confins da Mísia, intentavam passar a Bitínia, mas não lho permitiu o Espírito de Jesus.
Durante a noite, Paulo teve uma visão: Apresentava-se diante dele, em pé, um homem da Macedônia, que lhe rogava: "Passa à Macedônia e ajuda-nos."
Logo que teve esta visão, procuramos partir para a Macedônia, certificados de que Deus nos chamava a ir lá evangelizar.
Tendo-nos, pois, feito à vela de Tróade, fomos em direcção à Samotrácia, e, no dia seguinte, a Neápolis;
daí a Filipos, que é uma colônia (romana) e principal cidade daquela parte da Macedônia. Nesta cidade nos detivemos alguns dias.
No dia de sábado, saímos fora das portas, junto de uma ribeira, onde julgávamos haver um lugar de oração. Sentando-nos, falávamos às mulheres que tinham concorrido.
Uma mulher, chamada Lidia, da cidade de Tiatira, que negociava em púrpura, temente a Deus, ouvia-nos. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender àquelas coisas que Paulo dizia.
Tendo sido baptízada ela com sua família, fez este pedido: "Se julgais que sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai nela." E forçou-nos a isso.
Aconteceu que, um dia, indo nós à oração, nos veio ao encontro uma jovem, que tinha um espírito pitónico, a qual com as suas advinhações dava muito lucro a seus amos.
Ela, seguindo a Paulo e a nós, gritava, dizendo: "Estes homens são servos do Deus excelso, que vos anunciam o caminho da salvação."
E fazia isto muitos dias. Paulo, porém, enfadado, tendo-se voltado (para ela), disse ao espírito: "Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dessa mulher" E ele, na mesma hora saiu.
Mas, vendo seus amos que se lhe tinha acabado a esperança do lucro, pegando em Paulo e em Silas, os levaram ao foro às autoridades,
e, apresentando-os aos magistrados, disseram: "Estes homens amotinam a nossa cidade. Sendo Judeus,
Então o povo levantou-se contra eles, e os magistrados, depois de ordenarem que lhes arrancassem as vestes, mandaram que fossem açoutados com varas.
Tendo-os ferido com muitos açoutes, meteram-nos na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com cuidado.
Mas, pela meia-noite, Paulo e Silas oravam, cantando louvores a Deus, e os que estavam na prisão ouviam-nos.
Subitamente, sentiu-se um terramoto tão grande que se moveram os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas, e quebraram-se as cadeias de todos.
Despertado o carcereiro, e vendo abertas as portas do cárcere, tirando a espada, queria matar-se, julgando que haviam fugido os presos.
Então, tomando cuidado deles naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as chagas, e, imediatamente foi baptizado com toda a sua família.
Feito isto, levou-os a sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se com toda a sua família por ter crido em Deus.
Quando foi dia, os magistrados mandaram os litores dizer ao carcereiro: "Põe esses homens em liberdade."
O carcereiro levou esta nova a Paulo: "Os magistrados mandaram pôr-vos em liberdade. Agora, pois, saindo daqui, ide em paz."
Mas Paulo disse-lhes: "Açoutados publicamente, sem julgamento, sendo cidadãos romanos, metidos no cárcere, e agora fazem-nos sair em segredo? Não será assim, mas venham,
e tirem-nos eles mesmos." Os litores referiram estas palavras aos magistrados, os quais, ouvindo (dizer) que eram cidadãos romanos, tiveram medo.
Deslize para navegar entre capítulos