Novo Testamento
Carta Aos Gálatas 3
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Os Gálatas insensatos, quem vos fascinou (para não obedecerdes à verdade) vós, ante cujos olhos (pela minha viva pregação) foi já representado Jesus Cristo crucificado?
Aquele, pois, que vos dá o seu Espírito e que opera milagres entre vós, fá-lo porventura pelas obras da lei ou pela submissão à fé?
Mas a Escritura, antevendo que Deus justificaria os gentios pela fé, deu antecipadamente a Abraão a boa nova: Em ti serão benditas todas as gentes (Gn. 18, 18).
porque todos os que são pelas obras da lei (procurando nela a sua justificação), estão debaixo da maldição, pois está escrito: Maldito todo o que não observar todas as coisas que estão escritas no livro da lei (Dt. 27, 26).
Ora é manifesto que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque, evidentemente, o justo vive da fé (Hc. 2, 4).
Cristo remiu-nos da lei, feito (ele mesmo) maldição por nós, porque está escrito: Maldito todo aquele que está pendurado no lenho (D l. 21,23);
isto, para que a bênção de Abraão fosse comunicada aos gentios em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos por meio da fé o Espírito prometido.
Irmãos (falo como homem), um testamento, embora seja de um homem, estando confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta (coisa alguma).
Ora as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. (A Escritura) não diz: Aos seus descendentes — como (se se tratasse) de muitos — mas (diz) como de um só: A tua descendência (Gn. 12, 7), a qual é Cristo.
Ora, eis o que eu quero dizer: o testamento, confirmado por Deus, não foi anulado pela lei, feita quatrocentos e trinta anos depois, de modo a tornar vã a promessa.
Em verdade, se pela lei é que vem a herança, já não vem pela promessa. Ora, foi pela promessa que Deus concedeu o seu favor a Abraão.
Para que é então a lei? Foi acrescentada por causa das transgressões (para as refrear), até que viesse a descendência (de Abraão), a quem tinha sido feita a promessa, e foi promulgada pelos anjos através de um mediador (que foi Moisés).
Logo (replicareis) a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte. Porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça (ou santidade) viria realmente da lei.
Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa fosse dada aos crentes mediante a fé em Jesus Cristo.
Mas, antes que a fé viesse, estávamos encerrados sob a guarda da lei, na expectação daquela fé que havia de ser revelada.
A lei, pois, foi o nosso pedagogo, para nos conduzir a Cristo, a fim de sermos justificados pela fé.
Não há judeu, nem grego; não há servo, nem livre; não há homem, nem mulher: todos vós sois um só em Jesus Cristo.
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