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Hinos e Antífonas de Nossa Senhora

Ave maris stella · Salve Regína

O Ave maris stella acompanha as Vésperas das festas de Nossa Senhora desde o primeiro milênio. As quatro antífonas finais — Alma Redemptóris, Ave Regína, Regína cæli e Salve Regína — encerram o dia monástico, cada uma no seu tempo do ano, nos tons solene e simples. Com elas, a mais antiga oração mariana, o Sub tuum præsídium, e a sequência Stabat Mater.

Hino

Hino dos séculos VIII–IX, autor desconhecido

Hino de Vésperas das festas de Nossa Senhora. Inclina-se a cabeça à primeira estrofe.

Salve, estrela do mar,

santa Mãe de Deus

e sempre Virgem,

feliz porta do céu.

2.Recebendo aquele Ave

da boca de Gabriel,

firmai-nos na paz,

invertendo o nome de Eva.

3.Soltai as cadeias aos réus,

dai luz aos cegos:

afastai os nossos males,

alcançai-nos todos os bens.

4.Mostrai que sois Mãe:

receba por vós as nossas preces

aquele que, nascendo por nós,

quis ser vosso.

5.Virgem singular,

entre todas mansa,

livrai-nos das culpas,

fazei-nos mansos e castos.

6.Dai-nos vida pura,

preparai caminho seguro:

para que, vendo Jesus,

sempre juntos nos alegremos.

7.Louvor a Deus Pai,

glória a Cristo altíssimo,

e ao Espírito Santo:

aos Três uma só honra.

Amen.

Liber Usualis 1961, p. 1259 (tom solene, modo 1; GregoBase id 2232)

Antífonas de Nossa Senhora

Atribuída a Hermano Contracto (†1054)

Antífona final do dia, do primeiro domingo do Advento à festa da Apresentação (2 de fevereiro).

Santa Mãe do Redentor,

porta do céu sempre aberta,

estrela do mar:

socorrei o povo que cai e anseia por levantar-se.

Vós que gerastes, com espanto da natureza,

o vosso santo Genitor:

Virgem antes e depois,

recebendo da boca de Gabriel aquele Ave,

tende piedade dos pecadores.

Liber Usualis 1961, p. 273 (GregoBase id 2238)

Atribuída a Hermano Contracto (†1054)

Tom simples, para o uso cotidiano.

Santa Mãe do Redentor,

porta do céu sempre aberta,

estrela do mar:

socorrei o povo que cai e anseia por levantar-se.

Vós que gerastes, com espanto da natureza,

o vosso santo Genitor:

Virgem antes e depois,

recebendo da boca de Gabriel aquele Ave,

tende piedade dos pecadores.

Liber Usualis 1961, p. 277 (GregoBase id 1851)

Antífona do século XII

Antífona final do dia, da Apresentação à Quarta-feira Santa.

Ave, Rainha dos céus,

ave, Senhora dos Anjos:

salve, raiz, salve, porta

da qual nasceu a luz para o mundo.

Alegrai-vos, Virgem gloriosa,

formosa acima de todas:

adeus, ó toda bela,

e rogai a Cristo por nós.

Liber Usualis 1961, p. 274 (GregoBase id 2602)

Antífona do século XII

Tom simples, para o uso cotidiano.

Ave, Rainha dos céus,

ave, Senhora dos Anjos:

salve, raiz, salve, porta

da qual nasceu a luz para o mundo.

Alegrai-vos, Virgem gloriosa,

formosa acima de todas:

adeus, ó toda bela,

e rogai a Cristo por nós.

Liber Usualis 1961, p. 278 (GregoBase id 2153)

Antífona do século XII

Antífona final do dia em todo o Tempo Pascal; substitui o Angelus nesse tempo.

Partitura em revisão

Regína cæli lætáre, allelúia:

quia quem meruísti portáre, allelúia:

resurréxit, sicut dixit, allelúia:

ora pro nobis Deum, allelúia.

Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia:

porque aquele que merecestes trazer no seio, aleluia,

ressuscitou como disse, aleluia:

rogai a Deus por nós, aleluia.

Liber Usualis 1961, p. 275 (GregoBase id 1976)

Antífona do século XII

Tom simples, para o uso cotidiano.

Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia:

porque aquele que merecestes trazer no seio, aleluia,

ressuscitou como disse, aleluia:

rogai a Deus por nós, aleluia.

Liber Usualis 1961, p. 278 (GregoBase id 2290)

Atribuída a Hermano Contracto (†1054)

Antífona final do dia, da Santíssima Trindade ao Advento; nas casas beneditinas, cantada ao fim das Completas.

Salve, Rainha, mãe de misericórdia:

vida, doçura e esperança nossa, salve.

A vós clamamos, os degredados filhos de Eva.

A vós suspiramos, gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa,

esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.

E, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus,

bendito fruto do vosso ventre.

Ó clemente, ó piedosa,

ó doce Virgem Maria.

Liber Usualis 1961, p. 276 (tom solene, modo 1; GregoBase id 2715)

Atribuída a Hermano Contracto (†1054)

Tom simples, para o uso cotidiano.

Salve, Rainha, mãe de misericórdia:

vida, doçura e esperança nossa, salve.

A vós clamamos, os degredados filhos de Eva.

A vós suspiramos, gemendo e chorando

neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa,

esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.

E, depois deste desterro, mostrai-nos Jesus,

bendito fruto do vosso ventre.

Ó clemente, ó piedosa,

ó doce Virgem Maria.

Liber Usualis 1961, p. 279 (tom simples, modo 5; GregoBase id 2435)

Oração do século III

A mais antiga oração mariana conhecida; um papiro egípcio do século III já a traz.

Sob a vossa proteção nos refugiamos,

santa Mãe de Deus:

não desprezeis as nossas súplicas

nas necessidades,

mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita.

Liber Usualis 1961, p. 1861 (GregoBase id 2064)

Sequência

Atribuído a Jacopone da Todi (†1306)

Sequência da memória de Nossa Senhora das Dores (15 de setembro).

Estava a Mãe dolorosa

junto à cruz, lacrimosa,

enquanto pendia o Filho.

2.A sua alma gemente,

contristada e dolente,

uma espada traspassou.

3.Ó quão triste e aflita

esteve aquela bendita

Mãe do Unigênito!

4.Como se afligia e doía

a piedosa Mãe, ao ver

as penas do Filho glorioso!

5.Que homem não choraria,

se visse a Mãe de Cristo

em tamanho suplício?

6.Quem não se entristeceria,

ao contemplar a Mãe de Cristo

sofrendo com o Filho?

7.Pelos pecados do seu povo

viu Jesus nos tormentos,

sujeito aos açoites.

8.Viu o seu doce Filho

morrer desamparado,

quando entregou o espírito.

9.Eia, Mãe, fonte de amor,

fazei-me sentir a força da dor,

para que convosco eu chore.

10.Fazei que arda o meu coração

no amor de Cristo Deus,

para que eu lhe agrade.

11.Santa Mãe, concedei-me isto:

gravai as chagas do Crucificado

fortemente em meu coração.

12.Do vosso Filho ferido,

que por mim se dignou tanto sofrer,

reparti comigo as penas.

13.Fazei-me convosco chorar piedosamente

e condoer-me do Crucificado,

enquanto eu viver.

14.Estar convosco junto à cruz

e unir-me a vós no pranto:

eis o meu desejo.

15.Virgem das virgens preclara,

não sejais dura comigo:

fazei-me convosco chorar.

16.Fazei que eu carregue a morte de Cristo,

que seja consorte da sua Paixão

e venere as suas chagas.

17.Fazei-me ferir pelas suas feridas,

inebriar pela cruz

e pelo sangue do vosso Filho.

18.Para que eu não arda nas chamas,

sede vós, ó Virgem, a minha defesa

no dia do juízo.

19.Cristo, quando daqui eu partir,

dai-me, pela vossa Mãe, chegar

à palma da vitória.

20.Quando o corpo morrer,

fazei que à alma seja dada

a glória do Paraíso.

Amen. Aleluia.

Graduale Romanum 1961, p. 597; Liber Usualis 1961, p. 1634 (GregoBase id 681)

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