Novo Testamento
Primeira Carta Aos Coríntios 10
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Não quero, pois, Irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, que todos passaram o mar,
e todos beberam da mesma bebida espiritual (pois bebiam da pedra espiritual que os seguia, pedra que era Cristo).
Estas coisas foram figura do que nos diz respeito (se formos infiéis a Deus), para que não cobicemos coisas más, como eles cobiçaram.
Não vos torneis idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo sentou-se a comer e a beber e depois levantou-se para se divertir (Ex. 32, 6).
Não nos entreguemos à devassidão, como alguns deles se entregaram, e morreram num dia vinte e três mil.
Ora todas estas coisas lhes aconteciam, em figura, e foram escritas para advertência de (todos) nós, para quem o fim dos séculos chegou.
Ainda não vos surpreendeu nenhuma tentação, que ultrapassasse a medida humana. Deus, que é fiel, não permitirá que sejais tentados além do que podem as vossas forças. Em caso de tentação, dar-vos-á os meios de lhe resistir.
Porventura o cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a participação do corpo do Senhor?
Visto que há um só pão, nós, embora muitos, formamos um só corpo, nós todos que participamos do mesmo pão.
Mas que digo? Digo que o que foi sacrificado aos ídolos é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? (De modo nenhum),
antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. Ora não quero que tenhais sociedade com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios;
Queremos porventura provocar o Senhor à emulação? Acaso somos mais fortes do que ele? "Tudo é permitido" — mas nem tudo aproveita.
Se algum dos infiéis vos convida e quereis ir, comei de tudo o que vos é posto diante, não perguntando nada por motivo de consciência.
Todavia, se alguém disser: isto foi imolado aos ídolos — não o comais em atenção aquele que o advertiu e por causa da consciência;
da consciência, digo, não vossa, mas do outro. Por que motivo, com efeito, seria a minha liberdade julgada pela consciência alheia?
Não sejais motivo de escândalo, nem para os Judeus, nem para os Gregos, nem para a Igreja de Deus,
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