Antigo Testamento
Eclesiástico 1
4 min de leitura
A areia do mar, as gotas da chuva e os dias do tempo, quem os pode contar? A altura do céu, e a extensão da terra, e a profundidade do abismo, quem os pode medir?
A quem foi descoberta a raiz da sabedoria, e quem conheceu os seus profundos desígnios? A quem foi revelada e manifestada a ciência da sabedoria? E quem compreende a multiplicidade dos seus passos?
Um só, que é o altíssimo Criador omnipotente, rei poderoso, sumamente terrível, que está assentado sobre o seu trono, Deus dominador.
Ele a difundiu por todas as suas obras e por toda a carne, segundo a medida da sua liberalidade, e a comunicou aos que o amam.
Aqueles a quem ela se manifesta, amam-na logo que a vêem, desde que reconhecem as maravilhas que opera.
O princípio da sabedoria é o temor do Senhor. Forma-se com os homens fiéis no ventre de sua mãe, anda com as mulheres (santas e) escolhidas, vê-se em companhia dos justos e dos fiéis.
Nos tesouros da sabedoria acham-se a inteligência e a religião da ciência; mas para os pecadores a sabedoria é uma coisa execrável.
O homem de bom senso reterá em si mesmo as suas palavras até ao devido tempo, e os lábios de muitos publicarão a sua prudência.
Sábias sentenças estão encerradas nos tesouros da sabedoria; o pecador, porém, detesta o culto de Deus.
Deslize para navegar entre capítulos