Antigo Testamento
Eclesiástico 43
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Ao meio-dia queima a terra; quem pode suportar o seu ardor? O ferreiro serve-se da forja para trabalhar ao fogo;
O Sol abrasa três vezes mais os montes, despedindo raios de fogo, cujo resplendor deslumbra os olhos.
O Senhor com o seu império faz precipitar a neve, e acelera os raios (para a execução) dos seus juízos.
A voz do seu trovão fere a terra, a tempestade do norte e o redemoinho dos ventos (causam destruição).
Espalha a neve como aves que pousam sobre a terra; ela cai na terra como gafanhotos que se abatem sobre o solo.
Ele derrama sobre a terra a geada como sal; quando esta se congela, torna-se como em pontas de abrolhos.
Sopra o vento frio do norte, e a água congela como um cristal, que repousa sobre todos os depósitos de águas, revestindo-as como de uma couraça.
O remédio de todos estes males é uma nuvem que venha depressa; um orvalho, que sobrevenha temperado, abrandará o seu rigor.
A uma palavra sua, acalma-se o vento; só com o seu pensar, aplaca o mar profundo, no meio do qual o Senhor plantou as ilhas.
Ali se encontram obras preclaras e maravilhosas, alimárias de todas as espécies e criaturas monstruosas.
Graças a ele tudo pende para o seu fim, por uma ordem estável; a sua palavra regula todas as coisas.
Por muito que digamos, muito nos ficará por dizer, mas o resumo de todo o nosso discurso é este: Ele está em todas as coisas.
Glorificai o Senhor quanto puderdes, que ele ficará sempre acima (dos vossos louvores), porque é admirável a sua magnificência.
Para o exaltar, revesti-vos de toda a fortaleza, não vos canseis (de o exaltar), porque jamais chegareis ao fim.
Muitas obras suas, maiores do que estas, nos são escondidas, pois nós somente vemos um pequeno número delas.
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